Os residentes da festa Black Moon estão estourando nas telonas de cinema. A dupla Flow & Zeo estão na trilha sonora do filme “Paraísos Artificiais”, do diretor Marcos Prado (o mesmo de “Tropa de Elite” e “Estamira”). As tracks “I Use to Say” e “True Story” compõem cenas importantes do filme, que se constrói dentro do universo de festivais de música eletrônica. O TOP DJ Brasileiro Gui Boratto assina a música principal, que leva o nome do longa metragem. Veja o
Trailer Paraísos Artificiais
Além disso, o casal Flow & Zeo também estampa as páginas da Ed.38 da Privilège Mag, na coluna Papo de DJs. Além de uma entrevista, eles ainda dedicaram um TOP 10 especial para embalar os beijos mais ardentes das pistas. Confira o set e o bate papo sobre carreira, o filme, os novos projetos e a vida de casados:
TOP 10 ESPECIAL BEIJO:
- Ron Carroll_Superfunk_Lucky Star (Solomun Remix)
- D-Nox Beckers – In Your Eyes (Tea Lyrics Remix)
- Martin Dawson_Think About It feat Nicholas Ryan Gant (Maceo Plex Remix)
- Bubba_I_Got_G_Love_Original_Mix
- Fabo – I Cant Decide ft Angela Sheik (Flow & Zeo remix)
- Jamie Jones & Art Department – Our Time In Liberty
- Maceo Plex – Sex Appeal
- Ben Pearce – Take Off Your Socks
- Flow & Zeo, Velkro – Higher
- Oliver Koletzki_Dear Prudence_You See Red (Kellerkind Remix)
PAPO DE DJs – Privilège Mag 38:
Neste ano, vocês completam 12 anos de carreira juntos. Como avaliam a trajetória e o momento atual?
Flow- Eu acho que o tempo vai fazendo com que você amadureça o seu trabalho e evolua em todos os sentidos. Falo isso também em relação à cena, que veio evoluindo. A linha musical que gostamos tem crescido mais, ao ponto de o pessoal brincar que é o “underground pop music”. Ou seja, o que antes era visto como uma linha underground, mais conceitual e refinada, hoje está chegando ao grande público e ao mainstream. Isso é muito bom, pois sempre trabalhamos com vários estilos de eventos. Temos essa flexibilidade de tocar tanto no underground, mainstream, fashion ou em grandes festivais.
Zeo – Em um âmbito geral, não apenas a cena está em um momento bom, mas sentimos que a nossa carreira está sólida. Encontramos a sonoridade no estúdio que estávamos buscando e que realmente tem a nossa identidade. Temos boas produções sendo lançadas e sentimos um ar novo na música eletrônica, e o respiramos positivamente. Estamos realmente muito satisfeitos com esse momento e por isso nos dedicamos ainda mais para sempre surpreender o nosso público.
Vocês começaram as carreiras separadamente e depois se juntaram. Como foi o processo de adaptação de estilos musicais? Como definem o estilo de música que tocam?
Zeo – Nós começamos separados sim, no período em que as raves estavam surgindo no Rio de Janeiro, eu produzia festas de música eletrônica. Naturalmente, tocava nos próprios eventos, até porque não havia muitos DJs naquela época. Conheci a Marian, que também já era DJ, quando estava divulgando um dos meus eventos na faculdade dela.
Flow – Quando eu comecei a mixar, trabalhava com cinema, e mixava trilhas musicais para programas de televisão. Depois eu fui morar um ano em Nova York, comecei a ouvir The Chemical Brothers, Cristal Method e Daft Punk. Quando voltei, o conheci na faculdade divulgando um de seus eventos. A gente já se bateu por ali, mas demorou um tempo até o início do namoro.
Zeo – Desse dia até nos encontrarmos novamente para assumir um relacionamento foi, mais ou menos um ano.
Flow – Depois, como em todo relacionamento a dois, você vai compartilhando naturalmente as coisas. Começamos a trocar músicas também, até o momento em que sintonizados, começamos a tocar juntos. Até porque tínhamos outras atividades, então, era difícil conciliar o namoro no final de semana, já que cada um ia para um lado. Como todo começo, foi muito difícil, pois éramos dois. Além disso, tocar junto era diferente. Mas, depois, essa coisa de casal se tornou um diferencial. Algo positivo.
Como é a convivência de vocês em casa? E no trabalho?
Zeo – No nosso quarto, tentamos evitar falar de trabalho, mas é impossível [risos], no andar de cima fica o escritório com a parte de gravadora e eventos. Do lado de fora, temos outra área que é o estúdio. Então, nos dividimos dessa forma – “part time” no estúdio, outra no escritório. Em estúdio, ficamos mais na parte da noite e no escritório durante o horário comercial. Mas há momentos em que estamos separados também.
Flow – A gente vai se dividindo nas atividades do cotidiano, mas, normalmente, estamos sempre juntos, até porque gostamos muito do que fazemos. Então, eu acho que isso ajuda a fortalecer o amor. Quando você faz aquilo que gosta e ainda pode compartilhar com a pessoa que ama – as suas conquistas e os momentos difíceis – fica tudo mais fácil.
Vocês já têm uma carreira internacional bacana. Nesse sentido, qual o lugar mais surpreendente que já tocaram? Por quê?
Flow – A gente sempre acaba mencionando o Love Parede [Alemanha] por ser um dos maiores festivais.
Zeo – É, mas no ano passado eu acho que tivemos a nossa gig mais emocionante, que foi no Fusion Festival [Alemanha].
Flow – Podemos dizer que o Fusion Festival foi o que emocionalmente gostamos mais. Mas o mais impactante foi realmente o Love Parede com mais de um milhão e meio de pessoas nas ruas. Crianças, idosos e muita gente movimentada pela cena de música eletrônica, o que pode ser comparado ao carnaval aqui no Brasil. Lá era aquela coisa dos carros eletrônicos comandando a cidade. Em 2006, foi a primeira vez que tocamos, e depois em 2010.
Zeo – O Fusion é interessante, pois, além de ser um festival de música, não só eletrônica, tem um caráter comunista. Ele é realizado na Alemanha, à uma hora e meia de Berlim, para aproximadamente sessenta mil pessoas, com 13 pistas e pensado por russos. Traz toda uma história política, o local escolhido para o festival, por exemplo, é uma antiga base militar, com um aeroporto desativado e “bunkers” que foram utilizados na segunda guerra mundial. É muito interessante mesmo.
Flow – Foi uma experiência que nos marcou muito. Os dois eventos, na verdade, foram marcantes.
Em relação ao comportamento, qual a maior diferença que vocês percebem entre o público das pistas nacionais e das internacionais?
Zeo – O público brasileiro é mais eufórico e gosta muito de observar o DJ. Ver o que ele está fazendo. Lá fora já não tem tanta interação… Às vezes, a pessoa está dançando de olhos fechados em uma viagem mais introspectiva. Isso depende muito do estilo da festa também. De modo geral, acredito que o brasileiro seja mais quente.
Flow – O brasileiro é mais extrovertido e explosivo. O europeu é introspectivo e mais amadurecido em relação à música eletrônica. Ele já conhece um pouco mais a fundo o eletrônico, o que faz com que viaje mais. Aqui a galera quer sempre bombar, explodir e animar.
Mas vocês acham que o público internacional aprecia mais a música?
Flow – Eu não sei se apreciam mais ou menos, mas encaramos isso como uma forma de se expressar com a música. Acho que todo mundo gosta da sua maneira.
Zeo – O brasileiro se comunica diferente com a música até por uma questão cultural. Na Europa temos Massive Attack, Portishead, Bjork, entre outros. Aqui temos o Samba, Carnaval, a Ivete Sangalo, mas também temos a Ceu, Lenine, Marisa Monte e outras expressões que as pessoas se identificam mais. É uma questão de como se expressar como artista. Não tem muita coisa introspectiva rolando na nossa cultura. Até pelo clima quente daqui. Com o frio de lá, as pessoas parecem se guardar mais. Podemos dizer que a maioria é assim, mas, também, não podemos generalizar. Em algumas situações, cidades, também pegamos pistas mais introspectivas aqui no Brasil.
Flow – É cultural mesmo.
Vocês estão com duas músicas na trilha sonora do filme “Paraísos Artificiais”. Como surgiu essa oportunidade?
Zeo – Isso. É um filme do Marcos Prado.
Flow – O Marcos já nos conhecia. Aí, quando começou a desenvolver o roteiro desse filme, veio até a nossa casa com o objetivo de fazer uma pesquisa, pois sabia que nós éramos um casal que já tinha um tempo de cena. Falamos sobre o Universo Paralello e demos algumas dicas sobre a música eletrônica. Depois, mostramos o nosso som mais profundamente e ele gostou das nossas produções.
Zeo – O filme tinha cenas que não estavam só voltadas ao trance, como passagens em Amsterdam, que também casavam com o nosso perfil de som. Então, ele pediu uma seleção de músicas nossas e encontrou duas que se encaixavam perfeitamente.
Flow – O projeto já está sendo ótimo, mas acho que a abrangência será ainda maior quando o filme chegar aos cinemas no dia 4 de maio. Não vimos o filme ainda, apenas algumas cenas. Muita gente nos pergunta sobre isso, mas estamos na mesma expectativa.
Zeo – Vimos o making of da cena que tem a nossa música, mas não o resultado final. Queremos todo mundo lá no cinema, hem?! [risos]

Existe algum projeto em pauta para este ano?
Flow – Tem sim! Acabamos de fazer um remix para o duo alemão D-Nox & Beckers,
com o novo projeto, que temos em parceria com o Kriptus Gomes, filho da Baby do Brasil e do Pepeu Gomes. Já é nosso parceiro de longa data e agora resolvemos fazer um live juntos que se chama “Tea Lyrics”. Apresentamos no festival Universo Paralello na Bahia, na Blend no Rio de Janeiro, e estamos com datas marcadas em Salvador, Aracajú e Belo Horizonte. Esse live é uma performance
diferenciada, no qual só tocamos as nossas composições. Nós três fazemos vocais e bateria ao vivo, uma drum machine.
Zeo – Temos um remix que fizemos para o Fabo, produtor de Curitiba, que sairá pela gravadora de Nova York, Nervous Records em maio. Produzimos também uma música com o Marcello V.O.R., que vai sair agora em julho na Digital Delight, além de 2 faixas em parceria com o Velkro que sairão pelo selo Eletronique – UK. Ou seja, estamos sempre no estúdio fazendo coisa nova. Temos a nossa
Flow – Estamos abrindo a nova temporada da noon dia 28/04, o nosso projeto de day party no Rio de Janeiro em parceria com os amigos Pedro Schmitt, Claudio Miranda e Arnaldo Merian, da Directa. Temos também a Blend, que é uma festa que mistura música e tour na Europa em setembro e outubro. Vamos aproveitar para ir a Amsterdam Dance Event [ADE], uma conferência realizada em Amsterdam, de 17 a 21 de outubro. Temos 4 quatro já fechadas pela Alemanha, como a Tropical Beats Label Party no Ritter Butzke e Kater Holzig em Berlim, 102Club – Dusseldorf, Climax – Stuttgart e outras a confirmar.
arte, em um cinema antigo da cidade, que realizamos em parceria com a Bootleg e La Folie, além de outros eventos que estamos envolvidos como a HIGH, Level e Tropical Beats Label parties em todo Brasil.
Trazendo o papo para o Privilège, vocês são residentes da festa Black Moon. Qual é a cara da festa?
Zeo – É um prazer ser residente aqui. Estamos adorando. Gostamos da casa, da equipe e do público. É maravilhoso.
Flow – A Black Moon é a cara do Privilège Juiz de Fora, com pessoas bonitas que gostam de boa música. Adoramos o ambiente e a equipe, que é sempre muito acolhedora e nos faz sentir em casa.
Zeo – A Black Moon é uma festa para um público exigente que está buscando experiência, com muita diversão e conforto. Eu acho que é isso!
Flow – Estamos super felizes de fazer parte desta residência.
Para finalizar, o amor e a música andam juntos?
Flow – Para nós, colado. É o que eu falo: o amor alimenta a música e a música alimenta o amor. Gostamos muito da música e trabalhamos o tempo todo com isso, não apenas tocando, mas, também, com outras possibilidades na área. Tudo seria mais difícil se não estivéssemos ao lado de alguém que amamos.
Aonde encontrar Flow & Zeo:
Official website: www.flow-zeo.com
Essa vai deixar muito gringo querendo vir para o Brasil…

A Isla Privilège é destaque em 5 páginas (além da chamada de capa) da edição de maio da revista inglesa Tilllate Magazine, uma das publicações mais conceituadas do mundo na cena eletrônica.
O título da matéria aponta o club como a “ilha paradisíaca do Brasil”. A revista traz a cobertura dos maiores festivais do circuito europeu.
Para visualizar a edição online, só acessar o link: http://www.calameo.com/read/000390171eb7f462a1212
Essa vai deixar muito gringo querendo vir para o Brasil…
A Isla Privilège é destaque em 5 páginas (além da chamada de capa) da edição de maio da revista inglesa Tilllate Magazine, uma das publicações mais conceituadas do mundo na cena eletrônica.
O título da matéria aponta o club como a “ilha paradisíaca do Brasil”. A revista traz a cobertura dos maiores festivais do circuito europeu.
Para visualizar a edição online, só acessar o link: http://www.calameo.com/read/000390171eb7f462a1212
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Cena eletrônica é um mercado em transformação no Brasil
Por Raphael Paradella
Quem acredita que para ser DJ é apenas preciso ter uma seleção bacana de músicas está enganado. A profissão exige disposição, estudo e muita criatividade. O ato de divertir o público não é uma tarefa fácil, principalmente na cena da música eletrônica. A variedade de ritmos e as múltiplas vertentes geram a necessidade de constante atualização, profissionalismo e sintonia com as pistas.
Mario Fischetti, convidado para abrir a temporada 2012 do Privilège JF, acredita que “o conhecimento musical é fundamental, mas o feeling e as formas como você se envolve contam muito para o resultado final”. O residente do Privilège, Eve D’Paula, acredita que é preciso ter em mente que ser DJ qualquer um pode, mas, para ser “BOM DJ” (com letras maiúsculas) é preciso experiência com a música e a pista. “Eu diria que uma residência por alguns anos é importantíssimo. A maioria dos que já foram ou são residentes em um grande club, são excelentes DJs, a exemplo do Viktor Mora e Mary Olivetti”.
Eve ressalta que o aprendizado constante faz parte da carreira e dá a dica para
quem está começando: “Também posso afirmar que um bom profissional não pode ser muito vaidoso, o trabalho de um DJ é prover alegria. Um ótimo conselho para um DJ iniciante é: aprenda o que é música boa”. Fischetti – eleito como o sexto melhor do país em 2011 pela Eletro M.A.G. – acredita que para se conquistar espaço de destaque neste mercado é preciso se envolver e ter sintonia com o público. “Acho que você deve querer tocar melhor a cada noite”, conclui.
Atualmente, há uma grande preocupação com o aprimoramento e a profissionalização daqueles que atuam nas cabines. Conferências, publicações e até cursos de graduação em universidades começaram a surgir nos últimos anos e alteraram a forma como tal mercado é visto. O Rio Music Conference (RMC), realizado entre os dias 14 e 25 de fevereiro, é um exemplo de fortalecimento do mercado. Durante o evento, especialistas, DJs, produtores, representantes de casas noturnas e o público estiveram reunidos para discutir as tendências e aproveitar o melhor da música eletrônica.
É inegável que a internet foi um fator importante para o fortalecimento desse novo cenário. A difusão mais rápida de músicas, o contato direto com o público e as novas formas de mixagem geraram oportunidades de atuação. Durante o RMC, a Academia Internacional de Música Eletrônica (Aimec) divulgou a implantação do curso DJ 2.0 em quatro cidades brasileiras. Além dessa iniciativa, existem muitas outras possibilidades de capacitação como cursos e workshops por aí. “A maioria esmagadora dos tops mundiais já está chegando para tocar com uma case de dez gramas, com pendrives ou cartões SD. Acho que, em breve, vamos passar por uma última revolução: espetando um iPad nos CDJ´s com link e controlando uma interface para somente localizar e enviar músicas para o CDJ”, afirma Eve sobre o futuro tecnológico da profissão.
Para Fischetti, o mercado brasileiro está em um momento positivo. “Hoje temos uma cena consolidada, na qual todos os artistas internacionais adoram tocar. Além disso, há clubs bem estruturados e um público fantástico que absorve música e tem muita energia”. Eve avalia o cenário dizendo que ainda temos poucos nomes brasileiros entre os tops do mundo, sendo que muitos são reconhecidos pelas produções. Contudo, ele também se mostra otimista: “Há um trabalho de formiguinha sendo feito. Acredito que em breve haverá uma explosão de reconhecimento do brazuca pelo mundo”, conclui. Fischetti alerta que esse “é um espaço que se conquista fazendo música. Não vejo outra forma”.
Reconhecimento?
Em dezembro do ano passado, o Senado Federal aprovou o projeto de lei que busca regulamentar a atuação dos disc-jockey e produtores. A proposta é a de registrar os profissionais no Ministério do Trabalho e Emprego a partir da apresentação de certificado de curso profissionalizante na área. Além disso, alguns direitos são assegurados pela nova legislação: jornada de trabalho de seis horas diárias e trinta semanais; liberdade de criação interpretativa, desde que respeitada a obra original e reserva de 70% de oportunidades a brasileiros em eventos com participações internacionais.
Sobre a novidade, os dois DJs entrevistados se colocam pouco empolgados. Para Fischetti é preciso, então, começar a pensar em formas de fiscalização, o que em sua opinião é uma questão muito complexa devido ao tamanho do país. Já Eve dá crédito ao empenho dos próprios profissionais, afirmando que “sem dúvida ajuda, mas, para ser sincero, bem pouco”. O residente completa que o campo da produção desponta como foco para novas oportunidades, mas lembra que cada vez mais o mercado exige maior qualidade e experiência.
Bom para quem faz, melhor ainda para quem se diverte!
Em meio a tantos novos talentos musicais e apetrechos tecnológicos pipocando no mercado, o que tem de DJ que busca um lugar ao sol… Essa parece não ser uma preocupação para o alemão Solomun. Com a marca de mais de 1,2 milhão de exibições no YouTube com a faixa “Around”, de Noir & Haze(uma das mais tocadas nos clubs pelo mundo inteiro), ele se estabeleceu em Hamburgo como dono da famosa gravadora Diynamic e se consagrou como um dos mais influentes da e-music e expoente da dance music underground.
Dono do club Ego, também em Hamburgo, ele está sempre incluindo as suas produções nos topos dos sites de vendas como Beatport e remixando os melhores artistas do mundo. No Carnaval da Isla Privilège, o residente Sandro Valente revezou a cabine com o cara e a conversa veio parar no Papo de DJs.
O que costuma ouvir?
Meu gosto musical é muito variado. Honestamente, ao longo dos últimos anos eu não tive tanto tempo para ouvir outra música. Quando eu chego em casa do meu estúdio ou escritório, eu preciso de uma pausa, sabe?
Você está sempre tocando por aqui no Brasil. O que mais te encanta?
Eu amo as pessoas, a cultura, a paisagem, as cidades. O Brasil é maravilhoso!
Você passou o último Carnaval em turnê pelas cidades brasileiras. Gostou do que viu por aqui?
Sim, é uma grande festa. Muito grande! Eu amo essa atmosfera das ruas. A cidade inteira está cheia de amor e a vibração contagiante faz com que todos se sintam parte dessa festa.
Como você descreveria seu estilo como DJ e produtor? E sua linha de som que procura manter na pista?
Meu estilo como DJ e produtor está sempre em desenvolvimento. Ao longo dos anos, me apaixonei por sexy basslines, com elementos mais sensuais, e soulful vocals. Eu acho que isso se tornou a base do meu estilo.
Como você enxerga a atual cena eletrônica?
Acho que a música eletrônica está muito interessante no momento. Há tantas coisas acontecendo, mais do que em qualquer outra cena. Surgiram programas como Logic ou o Ableton. Com eles, você só precisa de um laptop para fazer música de verdade. Então todo mundo está fazendo e tudo está indo muito mais rápido do que há 10 anos. Estou muito interessado no desenvolvimento dos próximos anos e, claro, espero que eu possa me tornar uma parte dessa cena.
Sobre esses novos softwares, você é a favor ou contra o uso excessivo desses apetrechos tecnológicos na cabine?
Acho que para fazer música você não precisa necessariamente de gadgets, mas pode ser muito útil ter um equipamento bom. Trabalhando com a sua própria combinação, você pode realmente encontrar um som único para a sua música. Eu não uso muito equipamento, mas adoro os poucos gadgets que tenho.
Mas você acha que o low BPM veio pra ficar?
Sim, o low BPM é uma tendência, mas também acho que está quase chegando no fim. Na verdade, a mistura é o segredo. De faixas lentas até algumas batidas mais fortes.
O que está por vir de lançamento pela Diynamic?
Lançamos a Diynamic Music há cinco anos. Desde então, temos feito muitas experiências e esse nosso “bebê” tornou-se uma “mãe” para outra gravadora – a 2DIY4. Neste ano, vamos lançar uma grande compilação para o aniversário de 5 anos da Diynamic!
Que diferença você já notou da noite em Hamburgo para as que você já tocou no Brasil?
Isso é incomparável! Vir para o Brasil é sempre um dos destaques no meu ano, mas Hamburgo é minha cidade natal.
No Brasil, dizem que o ano só começa depois do Carnaval. Quais são os seus projetos daqui pra frente?
Eu tenho um monte de projetos. Parece que 2012 será o ano de compilações. Como disse, anteriormente, vamos publicar uma enorme compilação sobre o 5º aniversário da Diynamic, a primeira para o nosso club EGO, além de mixar o próximo Watergate Compilation! Mas é claro que há também um monte de outras coisas para se fazer…
Qual a melhor e a pior gig que já fez?
Eu já fiz boas gigs e ruins. Felizmente, não tive shows muito ruins. Mas eu sou incapaz de escolher o melhor ou o pior. Como DJ, eu estou fazendo um trabalho muito emotivo para isso. Há sempre uma série de altos e baixos!
Qual é o segredo para fazer um bom remix?
De certa forma, um bom remix não pode perder a essência da música real. É sempre tentar encontrar o melhor do original e fazer uso dele. Se um remix não conectar com elementos do original, significa, principalmente, que o remixer não gosta dele. Nesse caso, você tem talvez uma boa pista, mas não um remix bom.
Quais são os hits que não podem faltar no seu playlist?
Esse é o meu segredo. Venha ouvir meus sets (risos).
Sem roteiros e toda trabalhada na fina estampa, Val Marchiori brinda (com champanhe, claro) o sucesso e fama.
Por Guilherme Schröder | Colaboração: Flávio Fusco | Fotos: Wanderson Monteiro e divulgação
C
aipirinha é démodé. Suco de laranja em piquenique? Nem pensar. Ela não sai de casa sem algum brilhante. Já disse frases como: “A gente nunca diz para o marida o que compra. Só manda a conta e pronto”. “É um absurdo nas lojas Dior e Versace servirem Prosecco. Um desrespeito com quem só bebe champanhe”. Aliás, “champanhe é vida!”. “A verdade é que muitas ficam com inveja porque sou mais linda, mais magra, mais rica e mais jovem do que elas”
“Enfãm”, né? Em meio a todos estes comentários ácidos, foi com um dos mais simplórios bordões que Val Marchiori, 37 anos, virou mania nacional. “O ‘hello’ surgiu em uma viagem para Nova York. Fiz uma brincadeira e pegou”. E pegou mesmo. Mais que muito hit de verão ou slogan de cerveja por aí. Ou de champanhe. A expressão (que já virou marca registrada) está carimbada nas mesas de bares, Facebook e já esteve por diversas vezes no “Trending Topics” (o tópico de assuntos mais comentados no Twitter). Como diziam os antigos, “está na boca do povo”.E da mídia.
Desde a estreia, em janeiro, do reality show “Mulheres Ricas”, na Band, a
participação de Val foi prato cheio para críticas, elogios, comentários, posts… Nem mesmo a troca de farpas com as outras participantes ou os rótulos de fútil ou vilã do reality fizeram a ricaça descer do salto. “Na verdade, as pessoas confundem e acabam sendo sem educação. Mas a maioria gosta de mim. Adoro o assédio. Amei ver como as pessoas gostam de mim, por exemplo, no carnaval em Salvador”. Não é por menos. Ela roubou as cenas protagonizadas durante às segundas-feiras de janeiro a março, quando o programa foi exibido. “Acho que é meu jeito mesmo e deu certo”, sublinha.
Glamour e status ela já tinha. Na festa de seus 35 anos, organizada pela promoter Alicinha Cavalcanti, em São Paulo, veio o pontapé para a fama. O vestido branco Versace, o jeito espontâneo e o passaporte carimbado nas mais luxuosas festas e viagens renderam-lhe o convite para apresentar um quadro no “Programa Amaury Jr”. Estreou gravando na suíte mais cara da América Latina, no hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo. Durante a temporada na Rede TV, abusou de vestidos, jóias, sapatos e acessórios exclusivos de marcas luxuosas, como Giorgio Armani, Versace, Dolce & Gabbana e Lanvin. Sem falar dos jatos mais caros do mundo e joias de grifes como Cartier, Bvlgari,Tiffanys e H. Stern. Coisas com as quais ela convive diariamente.
Ok. Sucesso. Mas nada comparado ao ‘boom’ do reality “Mulheres Ricas”, o qual relata a vida de mulheres brasileiras com alto poder aquisitivo. Nele, dividiu os minutos e as atenções com outras quatro ‘abonadas’ da ‘high society’: Narcisa Tamborindeguy, Brunete Fraccaroli, Débora Rodrigues e Lydia Sayeg, que também exibiram suas maratonas de compras, de festas, de viagens exóticas entre outras ostentações. Amigas? “No começo até que sim. Depois que o programa foi ao ar, não mais”, dispara Val.
Alheia a tudo que a mídia vem divulgando sobre sua vida pessoal e o
conturbado fim do relacionamento de oito anos com o empresário Evaldo Ulinski, 30 anos mais velho, a mãe dos gêmeos de seis anos Eike e Victor, deixa a dica: “Deleto as coisas ruins e fico com as boas”. Viagens em aviões particulares, compras semanais no Shopping Iguatemi, o apartamento no Jardins (sofisticada região na capital paulista) avaliado em 15 milhões de reais, 21 empregados e uma taça de champanhe sempre a tiracolo. A luxuosa rotina em nada lembra a infância muito pobre de Valdirene Aparecida Marchiori (nome escolhido pela avó) em Arapongas, norte do Paraná. A única mulher entre quatro filhos de agricultores, começou a trabalhar aos nove anos vendendo Avon e criou sua própria fortuna como sócia de uma transportadora e criadora de gados de raça. Sobre as lembranças da infância e dos tempos em condições desfavoráveis, ela logo desconversa: “Hello! Nem quero lembrar. Pobre é pobre em qualquer lugar, comigo não foi diferente de milhares de brasileiros”.
Atualmente, possui três residências: em Londrina, São Paulo e Angra dos Reis. “Amo Angra. É um lugar incrivelmente lindo, onde adoro receber os amigos, sair de barco, curtir o mar e o sol”, comentou durante o show do Jota Quest, no verão da Isla Privilège. Foi durante a visita na ilha que Marchiori falou sobre suas preferências pessoais: “Gosto do dia e da noite, um pouco de cada”. E deixou escapar seu gosto musical: “Sou muito eclética. Escuto vários estilos, depende do momento”. Mas qual é o seu momento? “Agora, estou na fase Adele”, confessa.
E posar nua, Val? “Houve um primeiro contato, mas vamos ver”, conta em meio a gargalhadas. Ela, que coleciona títulos como Miss Apucarana e Miss Paraná, não poupa a modéstia quando o assunto é manter a forma: “Treino e genética”, ri de si mesma. Com o fim da primeira temporada de “Mulheres Ricas”, Val esbanja convites para campanhas, compromissos sociais, presenças em eventos, entrevistas etc. “Mas o que quero mesmo neste momento é fazer uma viagem, escrever minha autobiografia e pensar nas propostas”. E a Band já anunciou a segunda temporada do programa para janeiro de 2013. “Com certeza, estou dentro!”, afirmou Val Marchiori. Todos ‘curtem’.
Da telinha para as pickups, André Marques fala sobre seu envolvimento com a música eletrônica.
Por Bruno Calixto e Guilherme Schröder
Até assumir de vez o posto de apresentador do “Vídeo Show”, da TV Globo, André Marques flertou com a magia da noite. Sem hora para acabar. Afinal, o artista, nascido em Niterói no dia 24 de setembro de 1979, reina entre os melhores DJs do país, exportando, inclusive, seu som para Ibiza e Miami, cidade onde a nova carreira começou. Convicto de suas escolhas, André gosta mesmo é de ver a pista “ferver”, mas avisa: odeia que lhe peçam música.
Aquele Mocotó de “Malhação” já era. Típico fluminense, André é um desses caras legais, que todo mundo gosta à primeira vista. O segredo? Estar sempre de bem com a vida e sorrindo para o acaso. “DJ não é minha profissão, sou ator e apresentador de televisão, mas meu hobby é este: house music e suas vertentes”, anuncia, em alto e bom tom, o artista em sua página no MySpace.
André gosta do tema desde 2001. Começou a discotecar amadoramente, mas junto com seu amigo e professor DJ Wally formou o projeto “UP music” (“Unidos pela música”). Se a estreia profissional veio em 2005, em uma casa noturna de Niterói, a consagração passou pelo Privilège de Juiz de Fora e no Privilège de Búzios, além de The Week, Club Royal, Fishbone e, conforme palavras dele, “em várias boates da minha querida e amada cidade de Niterói”.
Em conversa com a Privilège Mag, o DJ rasgou o verbo, rechaçou os “falsos DJs celebridades” e anunciou: “Vou repetir a dose e tocar até meio-dia na última noite do verão de Búzios em 2012″. Basta conferir.
Privilège Mag – Como e quando de fato começou o seu envolvimento com a música eletrônica?
André Marques: Na verdade, entre 2005 e 2006 quando eu estava em
Miami (EUA), onde tenho família. Estava voltando de uma festa de manhã quando vi uma galera nas redondezas de Downtown e falei “caralho”. Erick Morillo estava tocando e quando ouvi o seu som, eu pensei: “Esse cara é um ‘showman’”. Daí cada coisa foi acontecendo devagar, mas foi esse o meu despertar.
Como conciliar a carreira de apresentador com as viagens para tocar Brasil afora?
Só viajo nos finais de semana e gravo durante os dias de semana, então para mim é tranquilo, porque minha prioridade é meu trabalho na Globo, evidentemente.
Você esteve no último verão de Ibiza, um dos destinos mais badalados do mundo. Pela sua percepção, qual a maior diferença da balada europeia para a brasileira?
Toquei em Ibiza e em Miami. Ibiza é o berço da música eletrônica, uma ilha voltada exclusivamente para isso e nela há vários segmentos, a galera que gosta de house, outra que curte techno… Mas a grande diferença, eu acho, é que aqui muita gente sai para a noite para ouvir a boa música, mas muita gente vai para zoar, ficar bêbado, azarar, ao passo que a maioria das pessoas em Ibiza está ali para ouvir a música.
Você chegou a tocar em algumas “gigs” por lá…
Toquei numa festa de uma amiga brasileira, a Rivia, que está morando por lá, casada com um espanhol. Ela faz grandes festas e fez uma no barco dela. Depois toquei num club chamado Bubble, a convite do dono, na festa de seu aniversário.
Você é residente do Privilège há quantos anos? Como surgiu essa relação com o club?
Para ser sincero, me considero amigo do Privilège muito antes de pensar em tocar na casa. Sempre gostei de ir a Juiz de Fora, cidade de mulheres bonitas.. Até que o Octávio (Fagundes) me chamou para ir a Ibiza. Teria então a abertura de uma boate de um amigo e eu queria muito aprender, por isso chamei o DJ Wally (Iglesias) de Niterói para morar em minha casa e me ensinar, o que culminou em um projeto, o “Up music”, no Privilège.
Na sua opinião, quem é o nome da cena eletrônica mundial?
Luciano, de Ibiza, e Jamie Jones, da Inglaterra. Para mim são os nomes que eu mais gosto no momento. Primeiro, porque eles estão mudando a filosofia e a maneira de escutar a boa música. Depois, eles dão uma repaginada em coisas antigas, tipo “old school”, mesclando uma linguagem mais moderna. Hoje, eles são reconhecidos pelo mundo.
E no Brasil?
Para mim, o Mora é disparadamente o melhor DJ, produtor, pois tem conhecimento e domínio sobre o que as pessoas querem ouvir. Número um do Brasil.
Esse lance de tocar e produzir parece uma tendência…
Tem bons DJs que não são bons produtores e vice-versa. Mas há bons produtores que são bons DJs e vice-versa também. É importante produzir, vira uma necessidade você fazer algo enquanto está tocando, pois se produz consegue executar o trabalho que realmente gosta. Eu, por exemplo, estou fazendo aulas de produção com Bernardo Novaes, que já produziu gente no Brasil e lá fora.
Qual é o maior desafio?
Conseguir agradar deuses e troianos com o que realmente gosta e não se prostituindo com o que não gosta.
Fora o eletrônico, o que mais você costuma ouvir?
90% do que ouço é música eletrônica.
Quando realmente se sentiu DJ?
Quando fiz a produção no projeto junto com Wally. Um ano depois me separei dele e fui tocar sozinho. Isso culminou na arte da mixagem, pois passei a entender como mixar e me senti totalmente seguro.
Pratica em casa?
Mantenho uma miniboate com capacidade para algumas pessoas. Sou bastante ligado em tecnologia. Se sai um novo mixer ou outro equipamento qualquer eu compro. Os melhores equipamentos são encontrados nos Estados Unidos e na Alemanha.
Você provou para o Brasil que uma pessoa famosa pode sim ser um bom DJ, consolidar uma nova carreira. Como foi isso?
A minha resposta é bem simples. Virei DJ porque me apaixonei por música eletrônica, estudei, pesquisei para isso. Não virei DJ para aparecer, até porque não preciso já que apareço na TV há 15 anos. Ganho muito mais na telinha. Toco porque sou realmente apaixonado por música. Já fiz warm up para grandes DJs e já fizeram para mim também.
Com o Mora também?
Claro. Já toquei com Mora várias vezes, inclusive no Privilège. Minha paixão pela música é o que me levou a ser DJ, não fiz para aparecer porque todos já me veem na TV.
Mas você concorda que ser DJ virou alternativa para muitas “subcelebridades”?
Você pode levar a Xuxa para tocar em sua casa, e se ela não fizer um som bom, não pega. Ninguém volta. Tem boate que toco seis ou sete vezes por ano.
Você acha que isso, de certa forma, banaliza aquele DJ que realmente possui técnica, que estuda mixagem, que pesquisa novos sons?
O club é responsável também. O contratante, aliás, é mais responsável que a celebridade. Não importa se o cara é ex-BBB e bonitinho. Quem contrata tem 60% de culpa, pois quer ganhar dinheiro de bilheteria. Sofri preconceito também, mas por ser artista e não celebridade. Celebridade, inclusive, é quem aparece do nada sem nada para dizer. Só toco em clubs em que realmente acredito.
Alguma história engraçada de cabine que você tenha vivido nessas andanças como DJ, cada dia numa cidade diferente…
A cabine é sempre divertida. No Privilège é especial.
Sobre sua percepção como DJ de quando começou até os dias de hoje. Houve mudança?
O investimento dos clubs em equipamento e tecnologia. Entendi que o club legal lida com equipamentos de ponta, DJs internacionais. Mas falta valorizar a cena nacional, o DJ local. Às vezes tem o DJ atração, o gringo que mora no Brasil há um ano e é tido como atração internacional, mas fala português melhor do que eu, e ninguém sabe quem é.
Como foi a experiência de fazer ‘warm up’ para o Erick Morillo em Salvador?
Foi fantástico, a realização de um trabalho porque só comecei a tocar quando o ouvi. Já ouvi esse cara em Ibiza, Miami e Brasil. Foi emocionante e bem elogiado por ele. É uma coisa que poucos respeitam no Brasil. Quando fiz o ‘warm up’ para o Morillo, sabia que não era a atração principal, portanto, minha função era preparar o terreno, tocar mais baixo, começando a interagir. Mas tem gente que está “cagando” para isso e não respeita o figurino. Quem me ensinou esse lance todo foi (o DJ) Leo Janeiro.
Agora você toca em MK2 (vinil)?
Se está todo mundo indo para esse lado, não poderia ficar para trás. Investi em equipamento e aprendi com Bernardo (Novaes) numas festinhas lá em casa, até porque não dá para levar o equipamento para todo lugar. O grande problema disso, eu acho, é encontrar reverberação na cabine, por exemplo, que pode danificar a agulha…
Todo DJ tem um grande desafio: o som que ele gosta versus o som que o público quer ouvir. Como administrar isso para obter hegemonia sobre as pistas?
Não se pede música para DJ. Está entre os dez mandamentos. Toco o que eu gosto.
O que mais lhe agrada e o que mais lhe irrita como DJ numa “gig”?
Me agrada mais é ver as pessoas se divertindo, na pegação. E me desagrada é gente pedindo música.
“Mezzanotte a mezzogiorno” é um projeto entre você e o Privilège, na última noite do verão de Búzios. Doze horas de set, até meio-dia…
- Decidi isso e falei para o Octávio (Fagundes). No outro ano (2010), tinha tocado até 10h. Em 2011, fui até meio-dia. Pretendo fazer uma “noite” dessa em 2012 de novo, na última noite do verão de Búzios.
Projetos para 2012?
Continuar trabalhando, gravando mais. Agora veio o “Vídeo Game de verão” antes da “Malhação”. Mas continuo tocando nos finais de semana.
Quem você levaria para uma ilha? Quem você deixaria?
Levaria minha mulher. E deixaria um DJ que faz 130 bpms.
Por Gaía Passarelli
Então o ano novo chegou. Temos certeza de que o mundo não vai acabar e que muita música boa vai rolar até dezembro. Mas como saber para onde olhar nesses tempos em que todo mundo é DJ, todo mundo tem blog e todo mundo gosta de todo tipo de música? Bem, aqui vai um rápido guia com sugestões para ajudar você. Mas quer saber? O lance é dormir com a sensação de que uma nova Lady Gaga pode aparecer a qualquer momento.
Niki & The Dove
A música pop nórdica já nos deu maravilhas como Robyn, ABBA e Roxette.
O duo Nick & The Dove não tem nem disco lançado, mas já mostra provas do que pode fazer no videoclipe para “Mother Protect”. Formada por Gustav Karlof e Malin Dahlstrom, a dupla foi destaque na lista Bands To Watch da BCC. Pode se tornar o Florence & the Machine do novo ano.
Lana Del Rey
Linda, ruiva tem estilo. Ela é Lana Del Rey e seu nome monopolizou os blogs de música mais antenados no fim de 2011. Tem quem não acredite na autenticidade da moça, argumentando que ela é fabricada. A moça mesmo contou que seu nome foi criado por seus empresários. E verdade seja dita as primeiras cenas de shows que estão sendo divulgadas na internet não parecem muito empolgantes. Mas seus vídeos são quentes o suficiente para colocar Born to Die, o primeiro álbum que chega às lojas em janeiro de 2012, como lançamento mais importante desse começo de ano.
Post-dubstep
Por mais absurdo que pareça, o termo post-dubstep começa a surgir de
forma séria para definir artistas, principalmente ingleses, como James Blake e Jamie XX. As batidas quebradas de forma delicada por cima de samples roubados de r’n'b dos anos 90 e o clima geral de “música para fones de ouvido” ajudam a definir o que, em tese, é indefinível.
100% Silk
Um pequeno selo dos Estados Unidos, ligado ao também pequeno Not Not Fun, que investe na música experimental com viés dançante, foi um dos destaques de 2011 e promete continuar com o hype em 2012 Não se assuste com termos como “no-fi” e “hipster-house”. O que importa é que o 100% Silk propõe música cheia de energia e atitude para clubs. Em destaque: Maria Minerva e Ital.
Onde procurar
A música não para. Mesmo. No momento em que você lê esse texto, ela já está velha. Saber onde procurar boa música é importante. Por isso, deixo cinco dicas de sites para inspira-lo.
HypeMachine
O site é uma ferramenta que agrega alguns dos mais importantes blogs de música do mundo e organiza os posts de forma que você possa ouvir. Há categorias como popular e new e, ainda, um interessante programa mensal que reúne o que rolou de mais importante por aí.
http://hypem.com
Ex.FM
Mistura de player de música com rede social, o Ex.fm transforma em playlist tudo que estiver numa página web. Funciona com um plugin (Chrome, Firefox) e permite que você envie para suas redes sociais, adicione amigos e pesquise música dentro do serviço.
http://ex.fm
FactMag
Bacana e original, a Fact traz podcasts especiais toda semana. A série chama FactMix e os DJs que importam passam por lá. Procure a versão em português.
http://factmag.com
Goo MTV
Yay! Meu programa na MTV Brasil tem uma página no facebook atualizada todos os dias, várias vezes, com novidades, principalmente mixtapes e videoclipes. Passa por lá!
http://facebook.com/goomtv
Soundcloud
O serviço de hospedagem de música que todo mundo usa permite que você assine por usuário para receber novidades, ouça na própria página ou, às vezes, faça o download do arquivo. É rápido, completo e se tornou padrão entre labels e artistas de música eletrônica. Uma passada diária é obrigatória.
http://soundcloud.com
Por Bruno Calixto e Guilherme Schröder
Se esquivando de todas as definições geográficas – em que ilha nada mais é que um prolongamento de relevo, em depressão absoluta, preenchida por água em toda sua volta -, a Isla Privilège contraria todos os significados óbvios. E, por isso, se estabelece em Angra dos Reis como um paraíso tropical “onde se pode encontrar a natureza, a alegria e a felicidade. Com certeza”!
Nada menos que 365 ilhas salpicadas em um mar de águas verdes e cristalinas e duas mil praias repletas de belezas naturais. É uma ilha para cada dia do ano! Envoltos pela Mata Atlântica e banhados pelo mar verde-esmeralda de Angra dos Reis, há condomínios de luxo, resorts e hotéis que hospedam turistas que buscam um dos melhores destinos para as férias e festas de final de ano. A 160 km do Rio, esse “pedaço” de calmaria – para lá de exótica – entrou para o circuito internacional da música eletrônica. “A Isla Privilège será um dos únicos clubs do mundo localizado num ambiente onde o acesso é feito de barco. Para mostrar esse diferencial, escolhemos a palavra ‘ilha’ em espanhol, com inspiração nas noites de Ibiza, a capital mundial da balada”, ressalta Octavio Fagundes, sócio-diretor do grupo Privilège.
O sonho virou realidade. Em 28 de dezembro de 2011, a Isla Privilège abriu as
portas na Ilha de Cunhambebe Mirim, protegida pela restinga de Marambaia, no espaço projetado pelo arquiteto Rogério Mascarenhas. “O projeto valoriza a natureza em todos os aspectos para que as pessoas sintam um ar de ilha da fantasia”, comentou Mascarenhas na noite de abertura do club. Duas pistas de dança, quatro bares, restaurantes, sushi bar, camarotes, lounges externos e duas praias particulares. Esse é o cenário oferecido inclusive a quem pretende, por lá, promover eventos corporativos, celebrações e festas particulares. Sob a luz do sol, o “day club” oferece boa música e gastronomia para brindar o pôr do sol. À noite, o club reúne importantes nomes da cena eletrônica mundial para temperar as atrações das pickups. DJ Memê e o tecladista do Skank, Henrique Portugal, estrearam na ‘Grand Opening’ – festa de abertura – o projeto “Clinton”, que está entre as promessas musicais para 2012. A gata Milena Scheide ficou com o “warm up”. Os tops DJs EDX, Sander Kleinenberg, Mason e Gold Fish também já passaram pela cabine. “No mar, na montanha e, agora, na ilha. A gente costuma brincar que a duas horas do Rio, você tem o Privilège, e a Cidade Maravilhosa está como centro das três casas: Búzios ao norte, Juiz de Fora a oeste e, agora, Angra ao sul”, sublinha Iuri Girardi, sócio-diretor do grupo.
A Isla Privilège permanecerá aberta durante os finais de semana do ano e feriados. No Carnaval, o espaço promete agitar ainda mais o clima de folia do balneário da Costa Verde. A programação completa pode ser conferida nas próximas páginas ou em www.islaprivilege.com.br.
Ilha da fantasia
Historicamente, a Isla Privilège – localizada na Baía da Ribeira – é conhecida
como Ilha de Cunhambebe Mirim e, ao seu lado, fica a Cunhambebe Grande. Ambas foram povoadas pelo cacique Cunhambebe, um chefe indígena que dominou todos os Tamoios da região e ajudou no combate aos franceses, ao lado de Padre Anchieta, em 1590. O mais curioso disso tudo é que, segundo a lenda – o Privilège gosta muito disso tudo –, o cacique morava na ilha “maior” e fazia da “menor” seu harém, deixando lá todas as mulheres com as quais pretendia manter relações sexuais. Talvez seja daí a teoria de que a energia da ilha se mantém feminina (ying) e sua beleza desperta a fantasia.
Diversão atrelada ao natural
A ideia original do projeto é tornar a ilha a grande protagonista, oferecendo conforto e integração total com a natureza. A arquitetura da casa permite que, de todos os ambientes, você tenha vista para o verde da mata ou para o azul do mar. “A ilha é exclusiva do Privilège, não há vizinhança. A pista foi instalada entre duas praias, ou seja, você pode dar um mergulho e voltar a dançar, tomar um drink ou deitar-se sob o sol ou a lua. Tentou-se buscar um ambiente mais paradisíaco, cobertura de madeira, cercada de verde e, assim como em Búzios, tudo com uma temática mais praiana”, destacou Mascarenhas, autor do espaço fabuloso pelo seu isolamento natural. “Extremamente exclusivo, frequentado pela elite mais exigente do país – paulistas e cariocas. Supera o que as pessoas já viram. O club vai marcar época. De dia ou de noite.”
O club mais exclusivo do Brasil.
Entre raríssimos hotéis e clubs do país, a Isla Privilège foi escolhida pela
marca Chandon como um dos pontos exclusivos de produtos “superpremium”, como a Moët & Chandon Ice Imperial – produto demi-sec (ligeiramente doce) com raspas de limão, hortelã ou gengibre – ou a Dom Pérignon Luminous Label, a garrafa que acende no escuro. A cabine do DJ fica no centro de dois luxuosos camarotes Dom Pérignon, com capacidade para até 20 pessoas cada. No segundo andar, são sete camarotes assinados pela Cîroc e mais dois da Moët & Chandon, com capacidade para dez pessoas cada.
Exclusividade e sofisticação. “O grande diferencial é que a Isla Privilège permite uma cozinha de execução, não só de produção”, apregoa o chef Marcão de Paula, do Marquise Restaurante, responsável pelo cardápio pensado especialmente para a ilha e “produzido com segurança e higienização alimentar, mantendo os nutrientes dos alimentos e sem desperdício”. Tudo feito na hora, em até cinco minutos numa cozinha de última geração. Um dos sanduíches que mais impressionou foi o Píer – filezinho, mostarda dijon, tomate fresco e manjericão. Uma versão nova do antigo Pixinguinha da casa. Para as “days parties”, a carta gastronômica também vai mudar. O cardápio sofisticado será servido em potes e palitos. Marcão informa ainda que são quatro pessoas na equipe, todas com formação superior no ramo.
Antes e depois da pista
Um passeio por Angra deve começar pelo mar. Mergulhar é simplesmente irresistível diante da beleza do balneário. “Com grande quantidade de naufrágios e vida marinha abundante, a Baía de Angra é um dos melhores pontos para mergulhar do litoral Sudeste, mesmo para os amadores”, afirma a bióloga Renata Tostes. Uma tradicional procissão marítima no primeiro dia do ano é um dos maiores eventos da cidade.
A dica nos arredores é Ilha Grande, maior das ilhas e a mais famosa. São 86 praias a aproximadamente uma hora de barco do porto de Angra. O lugar é perfeito para a prática de trekking e caminhadas, pois as opções de trilhas são variadas entre morros, montanhas, riachos, rochas, encostas e praias, a maioria delas por dentro da Mata Atlântica. Destaque para Lage do Guriri (Ponta de Castelhanos), Ilha de Jorge Grego, Ilha dos Meros e Naufrágios.
No lado oceânico, uma das praias preferidas é a Lopes Mendes, frequentada por simpatizantes do surf e mergulhadores. Na Praia da Feiticeira, além da faixa estreita de areia clara e muitas amendoeiras, o visitante pode curtir, depois de uma pequena caminhada, uma queda d’água de 15 m de altura, com piscina e escorregador naturais.

Por onde ela passa é ‘babado, confusão e gritaria’. Que o diga o Rio de Janeiro! No domingo antes do carnaval, uma multidão na Praia de Ipanema – com mais de 400 mil pessoas – acompanhou o bloco que entrou de vez para a história da cidade e, claro, para a agenda carioca de eventos. Um dos trechos de sua música virou bordão nas redes sociais e comprovou o sucesso do ‘Bloco da Preta’, afinal ‘O Rio é lindo e a Noite é Preta’. Agora, ela colhe os frutos do CD e DVD ao vivo, lançados em 2010. A música ‘Stereo’ está nas paradas das principais rádios brasileiras e a turnê ‘Noite Preta’ está viajando o país e conquistando cada vez mais plateias em todos os estados.
Antes de provocar ‘sinais de fogo’ no palco do Privilège, Preta Gil mostra que ‘tem um lado doce que quase ninguém vê’, num papo exclusivo com a Privilège Mag sobre o bloco, sucesso, amizade e fãs.
Fizemos uma enquete nas redes sociais oficiais do Privilège e você foi disparada a atração mais pedida pelos nossos seguidores. A que você atribui esse sucesso?
Tenho uma relação estreita com meus fãs pelas redes sociais, uma relação que passa pelo virtual, mas nosso objetivo é justamente poder nos conhecer, estar juntos e isso vem acontecendo pelo Brasil todo.
Em fevereiro, o ‘Bloco da Preta’ levou cerca de 400 mil pessoas à praia de Ipanema. Como foi essa experiência, esse ‘estouro’ do bloco?
Ah, foi muito acima da minha expectativa, uma surpresa maravilhosa. Acho que se atribui ao meu trabalho árduo feito, principalmente, no Rio. Foram muitos shows, conquistei meu público na raça e acredito que o boca-a-boca fez tudo isso ficar tão grande!
E o bloco entrou para o calendário oficial do carnaval no Rio? Alguma data fixa?
Sim, quero ficar pra sempre no Rio. Nossos dois desfiles foram uma semana antes da folia, acho uma data boa, como se fosse uma abertura para o meu Carnaval, depois aproveito para viajar pelo Brasil.
Você convidou várias amigas para o seu trio, como Carolina Dieckmann, Ariadna (BBB11), Lia Khey (BBB10), Sheron Menezes… Como foi a participação delas? Essas convidadas estarão no próximo ano?
Se elas puderem estar comigo, claro! Convidei amigas que tinham a ver com o bloco e acho que fui muito feliz. Todas abrilhantaram o Bloco da Preta. Os amigos que fizeram parte da “corte” do bloco da Preta participaram, durante o Verão, de todos os ensaios, estiveram ao meu lado com muita alegria e garra. Amo ter amigos por perto!
E além de ‘best friend’, a Carolina ainda é a madrinha do bloco, né?
Carol Dieckmann é sim minha ‘best friend’, amiga de todas as horas (risos). Ela é minha irmã! A gente se conheceu através da Ivete, que já era muito amiga nossa, mas sem uma conhecer a outra. Na verdade, a gente se implicava e Ivete ficava no meio, tentando fazer com que a gente se conhecesse ao vivo e virasse amiga. Até que um dia, Ivete armou um encontro nosso, de surpresa. Assim que nos conhecemos, já vimos que tínhamos tudo a ver e viramos amigas. Passamos a ser as 3 melhores amigas!
Qual é a importância de uma amizade assim na sua vida?
Carol é aquela amiga que não concorda com tudo. Ela está sempre disposta a estar ao meu lado pro que for preciso. Nós falamos a verdade uma pra outra, é aquela amiga que se emociona quando vê um show meu e eu me emociono quando vejo uma cena dela. Um tempinho atrás, fui visitá-la no estúdio de ‘Passione’, numa cena super emocionante. Chorei junto com ela, saí de lá com um orgulho imenso da minha amiga.
Como foi a repercussão do CD e DVD Noite Preta?
Está repercutindo até hoje. A música de trabalho, Stereo, está agora nas paradas de sucesso das rádios! Acho que serviu para mostrar meu show a muita gente que nunca tinha me visto cantar. E isso ajudou bastante para que muita gente passasse a gostar e a frequentar os shows.
Preta, percebo que você tem sido a queridinha da vez na mídia. Como é a sua relação com os fãs?
Procuro conhecer meus fãs, olhar no olho, conversar. As redes sociais me ajudam a conhecer gente de todo o Brasil. Conversamos virtualmente e quando vou fazer show nas cidades, faço promoções que os levam ao camarim. Gosto dessa relação, eles são essenciais na vida do artista. Meus fãs só me surpreendem com coisas boas, tirando um ou outro que passa do limite, né? Mas eles são meu maior tesouro, algumas vezes viajam do Piauí ao Rio, ou do Rio pra Salvador, já fui surpreendida até em Belém do Pará. Não medem esforços pra me fazer uma surpresa e eu não meço para fazê-los felizes. Ah, fora as tatuagens que eu amo, né? (risos)
Mas tem algo de negativo nessa exposição toda?
Fama pra mim é consequência de um trabalho bem sucedido, assim como a de muitas pessoas que convivo desde pequena. Acaba sendo algo natural mesmo. Gosto de ser uma cantora famosa porque meu trabalho hoje é reconhecido por muita gente. Meu sonho era poder fazer muitos shows, ter meu público, sabe? Hoje eu tenho! Honestamente, só vejo o lado positivo, escolhi essa profissão e já sabia o que seria, óbvio que a gente vai aprendendo a lidar com situações que não são as melhores, como fofocas, seu nome exposto numa situação que não é verdadeira, mas faz parte da profissão saber lidar com isso. Mesmo que seja difícil algumas vezes.
No ano passado, você foi uma das capas mais comentadas da Privilège Mag e, agora, retorna à casa para um novo show. O que podemos esperar da apresentação no Privilège?
Amei aquela capa, as fotos ficaram lindas! Os shows, no ano passado, também foram maravilhosos. Estou feliz de voltar ao Privilège. Tenho certeza de que será mais um show animado.