Acho chique!

Por onde ela passa é ‘babado, confusão e gritaria’. Que o diga o Rio de Janeiro! No domingo antes do carnaval, uma multidão na Praia de Ipanema – com mais de 400 mil pessoas – acompanhou o bloco que entrou de vez para a história da cidade e, claro, para a agenda carioca de eventos. Um dos trechos de sua música virou bordão nas redes sociais e comprovou o sucesso do ‘Bloco da Preta’, afinal ‘O Rio é lindo e a Noite é Preta’. Agora, ela colhe os frutos do CD e DVD ao vivo, lançados em 2010. A música ‘Stereo’ está nas paradas das principais rádios brasileiras e a turnê ‘Noite Preta’ está viajando o país e conquistando cada vez mais plateias em todos os estados.
Antes de provocar ‘sinais de fogo’ no palco do Privilège, Preta Gil mostra que ‘tem um lado doce que quase ninguém vê’, num papo exclusivo com a Privilège Mag sobre o bloco, sucesso, amizade e fãs.
Fizemos uma enquete nas redes sociais oficiais do Privilège e você foi disparada a atração mais pedida pelos nossos seguidores. A que você atribui esse sucesso?
Tenho uma relação estreita com meus fãs pelas redes sociais, uma relação que passa pelo virtual, mas nosso objetivo é justamente poder nos conhecer, estar juntos e isso vem acontecendo pelo Brasil todo.
Em fevereiro, o ‘Bloco da Preta’ levou cerca de 400 mil pessoas à praia de Ipanema. Como foi essa experiência, esse ‘estouro’ do bloco?
Ah, foi muito acima da minha expectativa, uma surpresa maravilhosa. Acho que se atribui ao meu trabalho árduo feito, principalmente, no Rio. Foram muitos shows, conquistei meu público na raça e acredito que o boca-a-boca fez tudo isso ficar tão grande!

E o bloco entrou para o calendário oficial do carnaval no Rio? Alguma data fixa?
Sim, quero ficar pra sempre no Rio. Nossos dois desfiles foram uma semana antes da folia, acho uma data boa, como se fosse uma abertura para o meu Carnaval, depois aproveito para viajar pelo Brasil.

Você convidou várias amigas para o seu trio, como Carolina Dieckmann, Ariadna (BBB11), Lia Khey (BBB10), Sheron Menezes… Como foi a participação delas? Essas convidadas estarão no próximo ano?
Se elas puderem estar comigo, claro! Convidei amigas que tinham a ver com o bloco e acho que fui muito feliz. Todas abrilhantaram o Bloco da Preta. Os amigos que fizeram parte da “corte” do bloco da Preta participaram, durante o Verão, de todos os ensaios, estiveram ao meu lado com muita alegria e garra. Amo ter amigos por perto!
E além de ‘best friend’, a Carolina ainda é a madrinha do bloco, né?
Carol Dieckmann é sim minha ‘best friend’, amiga de todas as horas (risos). Ela é minha irmã! A gente se conheceu através da Ivete, que já era muito amiga nossa, mas sem uma conhecer a outra. Na verdade, a gente se implicava e Ivete ficava no meio, tentando fazer com que a gente se conhecesse ao vivo e virasse amiga. Até que um dia, Ivete armou um encontro nosso, de surpresa. Assim que nos conhecemos, já vimos que tínhamos tudo a ver e viramos amigas. Passamos a ser as 3 melhores amigas!
Qual é a importância de uma amizade assim na sua vida?
Carol é aquela amiga que não concorda com tudo. Ela está sempre disposta a estar ao meu lado pro que for preciso. Nós falamos a verdade uma pra outra, é aquela amiga que se emociona quando vê um show meu e eu me emociono quando vejo uma cena dela. Um tempinho atrás, fui visitá-la no estúdio de ‘Passione’, numa cena super emocionante. Chorei junto com ela, saí de lá com um orgulho imenso da minha amiga.

Como foi a repercussão do CD e DVD Noite Preta?
Está repercutindo até hoje. A música de trabalho, Stereo, está agora nas paradas de sucesso das rádios! Acho que serviu para mostrar meu show a muita gente que nunca tinha me visto cantar. E isso ajudou bastante para que muita gente passasse a gostar e a frequentar os shows.

Preta, percebo que você tem sido a queridinha da vez na mídia. Como é a sua relação com os fãs?
Procuro conhecer meus fãs, olhar no olho, conversar. As redes sociais me ajudam a conhecer gente de todo o Brasil. Conversamos virtualmente e quando vou fazer show nas cidades, faço promoções que os levam ao camarim. Gosto dessa relação, eles são essenciais na vida do artista. Meus fãs só me surpreendem com coisas boas, tirando um ou outro que passa do limite, né? Mas eles são meu maior tesouro, algumas vezes viajam do Piauí ao Rio, ou do Rio pra Salvador, já fui surpreendida até em Belém do Pará. Não medem esforços pra me fazer uma surpresa e eu não meço para fazê-los felizes. Ah, fora as tatuagens que eu amo, né? (risos)
Mas tem algo de negativo nessa exposição toda?
Fama pra mim é consequência de um trabalho bem sucedido, assim como a de muitas pessoas que convivo desde pequena. Acaba sendo algo natural mesmo. Gosto de ser uma cantora famosa porque meu trabalho hoje é reconhecido por muita gente. Meu sonho era poder fazer muitos shows, ter meu público, sabe? Hoje eu tenho! Honestamente, só vejo o lado positivo, escolhi essa profissão e já sabia o que seria, óbvio que a gente vai aprendendo a lidar com situações que não são as melhores, como fofocas, seu nome exposto numa situação que não é verdadeira, mas faz parte da profissão saber lidar com isso. Mesmo que seja difícil algumas vezes.

No ano passado, você foi uma das capas mais comentadas da Privilège Mag e, agora, retorna à casa para um novo show. O que podemos esperar da apresentação no Privilège?
Amei aquela capa, as fotos ficaram lindas! Os shows, no ano passado, também foram maravilhosos. Estou feliz de voltar ao Privilège. Tenho certeza de que será mais um show animado.
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A nova cena eletrônica

Um panorama com um pé na pista e outro nas redes sobre os DJs, festas e clubes que agitam a nova noite do Rio

A noite noite carioca continua sendo o segundo escritório do coletivo que ajudou a escrever a recente história da cena eletrônica da cidade. Por isso, nada mais natural que fossem convidados para uma breve análise sobre a nova geração de DJs e festas que andam agitando o Rio de Janeiro. Com vocês, a nova cena carioca pelos olhos de quem faz parte dela… Se joga!

De olho no mundo, com o pé no Rio

por Raphael Tepedino

Muitos pessimistas diriam que o Rio de Janeiro não tem público para sustentar uma cena noturna equiparada com as duas capitais da coolness no mundo, o Brooklyn, em NY, e o Hackney, em Londres. Ninguém nega que ainda falta comer muito espinafre para que o maior cartão postal do Brasil tenha a mesma força que esses dois centros globais da inovação, mas aqui tem se desenvolvido uma cena bem trendsetter e relevante, percorrendo casas na Zona Sul e no Centro.

A muito falada reforma do Fosfobox, feita no fim de 2010, transformou a casa de Copacabana em um clube consistente, e preencheu uma parcela da lacuna que foi deixada na noite do Rio com o fim do 69. Já o Espaço Acústica, no Centro, tem capacidade para mil pessoas, e é uma boa opção para produtores que querem fazer festas de grande porte, não muito comuns na cidade.

Mas o que criou a maior mudança de comportamento de noite nos cariocas foi o Projeto Queremos. Através de “vaquinhas” online, já conseguiram trazer 20 atrações internacionais ao Rio – como LCD Soundsystem, Metronomy e Air – que dificilmente viriam à cidade sem a iniciativa. O carioca se acostumou a ver bons shows, e o Circo Voador tornou-se ponto de encontro comum entre os fãs do que está entre o indie e o eletrônico. Mas o “Circo” não é a única casa de shows em destaque na cidade. O recém-lançado Studio RJ, dos mesmos donos do Studio SP, abriga atrações nacionais com vista para a praia de Ipanema, e muitas vezes segue a mesma formula do Queremos, com festinhas depois dos shows.

Já na rua Sorocaba, em Botafogo, abriu um espaço sem proposta de ser um clube. A Comuna é um lugar para se juntar, comer, conversar e – por que não? – dançar. Tudo de forma leve. Entretanto, vez ou outra, abre o espaço para “festas de verdade”, e elas têm sido as melhores do Rio para quem gosta do underground cool.

Figuras obrigatórias nos eventos da Comuna, os rapazes d’Os Ritmos Digitais, trio formado pelos ótimos DJs Yugo, Rafael Salim e Millos, são um dos nomes mais bem falados na cidade. Os caras praticamente lançaram um selo de qualidade em suas apresentações, e hoje levam qualquer clube do Rio à lotação. Os seus sets fazem uma viagem no tempo, sem medo de encaixar o pop num contexto eletrônico. Os “Ritmos”, como são chamados carinhosamente pelo público, revivem os tempos de Stevie Nicks e Marina Lima, sem deixar de serem atuais.

Outro personagem da cena carioca que tem ganhado muito destaque é o Camara. DJ e dono do portal alternativo PartyBusters, o cara tem ganhado espaço através da residência na festa Products, que rola mensalmente no Fosfobox. O groove descontraído da disco music e do house é especialidade do seu som e, com um toque de malandragem, fez ótimos remixes para faixas de Azari & III, Stevie Wonder e The Magician.

Seguindo outra linha, o já renomado João Brasil continua causando comoção com sua capacidade de traduzir a música popular e regional, como a lambada, para o público das grandes cidades. Não à toa, gravou no início do ano uma faixa com Lovefoxxx, vocalista do CSS. Ele não está morando no Brasil e isso só valoriza as suas apresentações no Rio de Janeiro. Em dezembro, João fará duas aparições na cidade: no dia 2 ele toca na animadíssima festa de mash-up Bootie, no Espaço Acústica, produzida por um dos principais agitadores culturais da noite carioca, Fabiano Moreira. Já no dia 31, o DJ vai encarar a maior festa do mundo… o reveillón de Copacabana.

A Transformação do “Underground”

por Felipe Tiradentes

O lado mais alternativo da noite carioca vive um momento interessante de crescimento de público e desenvolvimento de estrutura. Melhor para nós, já que a expectativa é de festas cada vez melhores.

Onde antes havia tentativas isoladas e pouco estruturadas de manter uma cena underground viva na cidade, hoje se desenvolve um cenário que vez ou outra proporciona noites divertidas e orientadas para a boa música, sem se prender ao restritivo rótulo – muitas vezes forçado – de ser underground.

Festas como a Fosfobase, que acontece há três anos no clube Fosfobox, são o mais vivo exemplo dessa transformação. Em sua edição especial de aniversário, quase mil pessoas foram ao Espaço Acústica, no Centro da Cidade, dançar em duas pistas: uma com DJs de hip hop e outra mais voltada ao tech house, recheadas de talentos locais e sem precisar de nenhuma atração especial de grande visibilidade para manter a maior parte do público dançando até a última música.

Quem também costuma direcionar tendências neste mercado é a Tropical Beats. A label e produtora gerida pelo casal Marian Flow e Zeo Guinle é, por muitas vezes, o canal de entrada de bons artistas na cidade. Só este ano, a Tropical trouxe para diferentes conceitos e festas artistas como Jamie Jones, Russ Yallop, Danny Dee, Solomun, Tiefschwarz e DJ T.

Uma proposta interessante também é realizada pela Brazilian Wax que, liderada por Pedro Piu, pode ser consumida em formato de festa ou de Live Set – em duo com Krishna Gomes. Totalmente baseada na Bass Culture e em elementos inerentes a ela, esta depilação bem brasileira propõe a interferência de elementos do funk carioca e do Miami bass no que há de mais grooveado do house atual. Ave Diplo!

E por falar em bass, o dubstep vem buscando espaço nesta cena alternativa que hoje é dominada pelas vertentes do house. Em festas como a Wobble, que também acontece no Fosfobox, DJs como TheTroublemaker e Morphus, além de alguns projetos experimentais e eventos mais exclusivos como o 2Altern8 tentam esboçar na cidade um movimento de renovação baseada no estilo, o que já é realidade nos Estados Unidos e na Europa. Com o verão 2012 batendo à porta da Cidade Maravilhosa, noites quentes estão por vir.

Rica diversidade eletrônica

por Diego Moretto

Conhecido como um dos principais destinos gays do mundo, o Rio de Janeiro faz por merecer o crédito e a cena eletrônica GLS da cidade é um espelho dessa realidade. São diversos clubes e festas que agitam os cariocas e a diversidade de turistas que frequentam a cidade maravilhosa durante todo o ano. Nomes como Ana Paula, Rafael Calvente e Felipe Lira já são referências internacionais, tendo tocado em grandes festas em países como Canadá, EUA e Espanha. Além deles, André Garça, Adriano Suares e Filipe Guerra também se destacam em meio a uma cena tribal que há muito tempo emerge de uma house music que imperava outrora.

Mas como uma cena não é formada apenas por bons DJs/produtores, os clubes cariocas não deixam nada a desejar. O tribal – o principal estilo dentro desta esfera – reina em grandes clubes como The Week, que é sinônimo de som de qualidade e estrutura internacional, citada como uma das principais boates gays do mundo. Outras vertentes da house e da disco music se renovam em ambientes onde a descontração é o objetivo, como é o caso dos domingos no restaurante e lounge 00, uma excelente pedida para finalizar um fim de semana divertido.

Os clubes gays cariocas são representativos no que se propõem e a referência ultrapassa os limites do país, assim como as festas. Cada vez maiores, as festas voltadas a esta tribo no Rio de Janeiro costumam lotar e o line up, cada vez mais diversificado, conta com nomes consagrados não apenas no Brasil como no mundo. A Jukebox é um exemplo recente. O público, jovem e exigente, obedeceu aos comandos de DJS como a já citada Ana Paula e o iraniano Isaac Escarlante. A R:Evolution, com oito anos de existência, teve seus ingressos esgotados em sua última edição. Exemplos menores, como a conceituada BUATI de Marcelo Argento, ultrapassam a cidade maravilhosa e hoje se solidificam no eixo Rio-São Paulo.

Importante frisar que a cena da música eletrônica GLS não é reclusa, e muito menos excludente. A liberdade e respeito são palavras-chave e seu público adota esta característica com orgulho. Coisas de uma cidade que tem como símbolo o Cristo de braços abertos.

GAMBIARRA

Esqueça as festas modernas e fique “à vonts”

Por Bruno Calixto

DJ residente e co-fundador da Gambiarra, Miro Rizzo libera uma playlist só com o que é hit, na pista da festa que vem reunido anônimos e famosos numa levada alto-astral aos domingos, em São Paulo.

Tem de Amy Winehouse a Roberta Sá, passando por Gero Camilo, Novos Baianos, Pedro Luís e a Parede e Marcelo D2. Quando um grupo de atores resolve se juntar para fazer festa já viu, né? O primeiro ato da mais nova sensação da noite de São Paulo foi há mais de três anos, quando o fervido ator e produtor Miro Rizzo resolveu se juntar aos atores Alex Gruli, Anna Cecilia Junqueira, Edu Reyes, Talita Castro e Tuca Notarnicola para montar a sua própria festa, que não poderia ter outro nome senão Gambiarra. “Nunca tivemos problemas com o nome”, afirma Rizzo, sobre o perigo de o título parecer pejorativo. “A galera sempre levou na brincadeira, e o nome leva o espírito debochado da festa. No teatro, o termo gambiarra é muito usado, e muitas vezes no sentido de resolver um problema de forma criativa. Para mim não foi começar algo totalmente novo porque, mesmo exercendo outras funções (como ator, roteirista, diretor e produtor), quando a Gambiarra começou eu já era DJ na noite paulistana há 15 anos.”

Da sua estreia em março de 2008 até agora, a noite que rola todo santo domingo no Salvador Dali passou a atrair não só o povo do teatro, mas uma animada mistura de gente – uma das mais movimentadas, por exemplo, chegou a reunir 1.100 pessoas. Detalhe: o Salvador Dali comporta cerca de 700 pessoas, mas, como Miro Rizzo lembra, conforme o espaço enche eles vão abrindo os anexos Picasso, Cambridge, Portinari…

Muito alto-astral. A combinação é perfeita. Entre muitos anônimos, há gente famosa e célebre, como o estilista Fause Haten, o ator Reynaldo Giannecchini, o diretor Zé Celso Martinez Corrêa e a atriz Camila Morgado, dançando na pista ou tocando nas pickups. A festa itinerante foi pensada para reunir pessoas da classe artística. Comemorações de estreias e encerramentos de temporadas foram o mote das primeiras edições, sempre aos domingos, último dia da semana de trabalho dos atores. “Mas não tem histeria, nem paparazzi. Câmeras portáteis são proibidas de entrar, o que deixa todo mundo à vontade para se divertir”, ressalta Rizzo.

Fora do lugar-comum

Dá para dançar ao som de MPB (música popular boa)? Há alguns anos – quando a MPB era restrita a um banquinho e um violão –, era impossível imaginar uma pista lotada, fervendo ao som de hits da Tropicália e de sambas, frevos e marchinhas, como nas edições que os DJs da Gambiarra vêm fazendo atualmente pelo Brasil. São eles os responsáveis por algumas das noites mais animadas da matriz em São Paulo, atualmente em clubes como Studio SP, Vegas, The Week e Tapas, além de espaços como a Casa das Caldeiras ou o bar Zé Presidente. No set list, tem ainda lambadas, carimbós e, é claro, funk carioca. Não resta outra saída ao adepto senão tornar-se contumaz.

Ator formado pela EAD/ECA/USP, Miro Rizzo, que tem 41 anos de vida e 15 de pick-up demonstrou que não importa a forma ou o gênero musical uma boa festa. Afinal, gente antenada que gosta de dançar, cantar e, principalmente, se identificar com a música que está rolando, nada mais é que a verve de um “oásis” de uma cena dominada por estilos musicais importados. A noite também pode, sim, ser alegre pela despretensão. Isso é ser nada menos que uma Gambiarra.

Privilège Mag – Qual é a vibe de uma playlist só com o que é sucesso? Quais são os outros critérios adotados para escolher o que será tocado na festa?

Miro Rizzo - A pista da Gambiarra, por ter nascido com atores, sempre teve o espírito de comunhão. Os hits são bem-vindos exatamente por agregar o maior número de pessoas. Os “viciados em Gambiarra” (como são conhecidos nossos frequentadores) gostam de fazer coreografias e cantar junto. A brincadeira sempre foi explorar todas as vertentes de hits brasileiros que estão, ou estiveram em qualquer época, na boca do povo. Tudo que for brasileiro e colocar a pista para pular será testado sem nenhum preconceito. Tocamos hits do samba (e todas as suas vertentes), brega, rock, frevo, funk, carnaval, axé, tecnobrega e toda variedade de ritmos que o caldeirão cultural do país produz. A Gambiarra sempre foi uma festa pop no sentido de popular. Nunca tivemos problemas com isso. A bobagem que virou hit na internet e todo mundo está comentando, o clipe novo de um artista que já é sucesso na nossa pista, o hit do verão, do Carnaval, todos acabam passando por lá. Mas também temos a preocupação de lançar artistas brasileiros que ainda não estão na mídia com tanta força. Destaco parceiros como os grupos Quizomba e Samba de Rainha, o cantor baiano Jau e outros que já fizeram shows na festa e que se tornaram hits da nossa pista.

Rola improviso de acordo com a demanda durante a festa?

Toda noite é uma maratona de oito horas de improviso (risos). Nunca trabalhamos com sets pré-estabelecidos. Sempre vamos sentindo a galera e criando um caminho de acordo com a vibe do dia. Até pedidos (quando adequados e gentis) podem dar contribuições que serão fundamentais para o sucesso da noite.

A festa faz muito sucesso pela presença de artistas na pick-up. De onde surgiu a ideia?

A festa nasceu com o objetivo de reunir a classe teatral e artística no domingão (em São Paulo). A ideia de ter DJs convidados começou com os amigos que vinham fazer um set e divulgar suas peças que estavam em cartaz. Continua sendo assim até hoje. Só que o leque ampliou e os artistas participam para divulgar peças, filmes, CDs, shows, livros… Nos últimos tempos, também tivemos a honra de receber como convidados grandes DJs brasileiros de quem sempre tocamos remixes na pista, como Zé Pedro, Deeplick e Ramilson Maia.

Quais são os nomes de maior relevância?

Poxa, é tão difícil escolher pessoas para citar. Nesses quase quatro anos, já passaram tantos amigos e parceiros por nossa cabine… Tivemos uma longa parceria com o ator Pedro Neschling, que chegou a virar DJ residente no Rio durante um tempo. Bruno Mazzeo e Lúcio Mauro Filho já tocaram com a gente algumas vezes e sempre são queridos. Também já passaram pela cabine Maria Gadú, Zeca Camargo, Marcelo Serrado, Camila Morgado, Fernanda Paes Leme, Luiza Possi, Adriane Galisteu, Caco Ciocler, Malvino Salvador, Danton Mello, Marcelo Médici, Rita Cadillac, Scheila Carvalho… Grande parte do nosso público é formada por artistas. Isso faz a nossa pista ser mais disponível para embarcar nas viagens propostas. Seja um resgate da MPB ou a “bagaceira” do momento.

Deve haver inúmeras histórias de bastidores, micos, furadas etc…

Nossa filosofia sempre foi “o que acontece na Gambiarra fica na Gambiarra”… (risos) Fotógrafos profissionais não podem entrar. Essa política deixa os frequentadores livres para aproveitar a festa sem preocupações. Algumas situações acontecem… DJs convidados que chegam alcoolizados acabam provocando algumas situações engraçadas. Algumas acabaram sendo comentadas na imprensa, como a participação do Zé Celso, diretor do Teatro Oficina. Ele abandonou a cabine durante seu set e saiu distribuindo beijo na boca de todo mundo que estava na pista e topou… Ou a Susana Vieira que apareceu do nada e assumiu seu namoro com o Sandro (Pedroso) no microfone da festa.

O hit “Vai desabar” ainda é o hino da festa? Como e por que foi escolhido?

A música “Vai desabar”, do ator, cantor e compositor Gero Camilo, chegou à Gambiarra como muitas outras: trazida por amigos. Gero é nosso amigo de longa data. Logo nas primeiras edições da festa, um ator do grupo dele levou o CD e me pediu para tocar alguma faixa. Perguntei: “Qual a mais animada?” Ele respondeu: “A última”. Era o “Vai desabar”, que eu nunca tinha ouvido (assim como a maioria da pista). Foi sucesso imediato e precisei tocar mais três vezes durante a noite, atendendo a muitos pedidos. Desde então a música passou a ser pedida em toda festa, e sempre precisamos tocar mais de uma vez para contentar a galera. Eu comecei a brincar e falar no microfone que era a “hora do hino”, isso pegou e virou oficial. Acho a música a cara e o espírito da festa: “Vai desabar água pra lavar o que tem que limpar (…)”

O que mais te inspira como produtor da noite? E como DJ?

A pista. A galera que se joga, sem medo de ser feliz. Vou para a Gambiarra para me encontrar com o público e fazer a farra com todos.

A que você credita o sucesso do evento?

Quem sabe a fórmula do sucesso? Muitas vezes ele simplesmente acontece… Além do trabalho extremamente profissional de todos os meus sócios, parceiros e funcionários, tivemos um bocado de sorte! Acho que a noite paulistana estava saturada de clubes com música eletrônica estrangeira, com pouquíssimos vocais e pistas com muito “carão”. A Gambiarra trouxe a possibilidade de uma festa com clima de “farra carnavalesca” o ano inteiro. E brasileiro adora um Carnaval, não é?

Além de São Paulo e Rio…

- Estamos no Rio há mais de dois anos e continuamos firmes. Em Brasília já fazemos festas há mais de um ano. Também já fizemos edições em Curitiba (PR), Natal (RN) e Campinas (SP). Em 2012, as “invasões” continuam e já temos novas cidades agendadas.

Com quais outras festas você está envolvido atualmente?

- Minha vida é somente a Gambiarra. Atualmente somos uma empresa com mais de 40 funcionários. Além de tocar nas festas, passo a semana produzindo, administrando o canal de vídeos e a “Rádio Gambiarra”. Trabalho também com divulgação e informações nas redes sociais.

Qual é o segredo da noite? Como manter o público fiel à pista?

Oferecer serviço de qualidade e ser amigo do seu público.

Hoje, muitos anônimos e famosos querem ser DJs. Enquanto profissional do ramo, você acredita que isso descredencia quem realmente se dedica à função das pick-ups?

Eu ainda me considero um simples “animador de festas”. A profissão de DJ é tão ampla… Existe um leque desde os DJs de festas de casamento, formatura e aniversário, aos mega DJs e produtores que fazem remixes de grandes artistas, realizam verdadeiros shows em estádios e tocam produções próprias. O DJ que não tem conhecimento de música, não tem repertório e só quer fazer barulho e aparecer não chegará muito longe. A principal função do DJ é animar a pista. Se o cara tem o “dom” e bota a galera para dançar… É um artista! E, para mim, artista nenhum precisa de diploma para atestar talento.

Conhece o Privilège? Alguma referência de entretenimento em Juiz de Fora?

Nunca tive o prazer de conhecer Juiz de Fora. Estou esperando convites… (risos)


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Menos é mais

O mundo não vai acabar, mas isso não basta.

Por Camilo Rocha

Carmen Miranda certa vez cantou: “Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar.” Isso foi nos anos 30 e, como se bem sabe, o mundo não acabou, ainda que Hitler tenha tentado alguns anos depois. Bem, hoje temos uma baita crise corroendo economias por aí, o capitalismo predatório e especulativo segue firme e forte e o aquecimento global vai progredindo. Mas, ninguém em sã consciência apostaria que o mundo vai acabar em 2012.

Eu fico bem mais tranquilo ao pensar que ainda estaremos aqui em 2013. Ao mesmo tempo, acho que, em nome da sanidade mental e da evolução da espécie, poderíamos sim mandar algumas coisas pro espaço. Ou, pelo menos, fazer com que ocupem uma importância menor na paisagem geral da vida.
Aqui vão sete sugestões do que seria bom ver menos em 2012.
MENOS ANOS 80

Faz tempo que nossa cultura popular gira num incessante redemoinho dereciclagem, a tal “Retromania” abordada pelo crítico inglês Simon Reynolds, no livro de mesmo nome. Mas, mesmo dentro da normalidade retrospectiva que tomou conta da internet, da moda, da música, do cinema e da TV, o resgate dos anos 80 já passou da conta. Veja bem, foi em 2001 que começamos a reciclar discos de Human League e tênis quadriculados. Dez anos depois, é a mesma década que continua dominando o retrovisor: de”Everybody Hates Chris” a “Vale Tudo” e LaRoux. E por mais irresistíveis que sejam os anos 80, está na hora de avançar no passado (que contraditório…). Que venha com força o refluxo dos anos 90…
MENOS “FEISSE”

Ah, o “Feisse”, que praga incurável. Você ali cheio de coisa pra fazer, prazo estourando, e, em vez de foco máximo, você dá uma clicadinha na aba ao lado para ver se nos últimos cinco minutos mais alguém curtiu a foto da sua festinha. Não vamos ser hipócritas, a gente adora o Facebook. Ele é muito útil e tem um milhão de benefícios. Mas ele também serve para reconectar você com aquele cara mala da quinta série. Ou para, graças ao tageamento randômico, você saber que esse sábado vai ter uma rave universitária em Teófilo Otoni com o DJ Manezinho. Ou, pior, para o Mark Zuckerberg ganhar dinheiro negociando as informações da sua pessoa para grandes corporações. Tire um pouco de Face da sua vida, seja uma pessoa mais evoluída… e com
mais tempo!
MENOS “UNIVERSITÁRIO”

Eu vou dar uma de tradicionalista agora. Para mim, o termo “universitário”deveria se aplicar exclusivamente a coisas relativas à universidade. Não deveria servir de adjetivo para vertentes supostamente mais “elitizadas” (ponha aspas aí…) de gêneros
de origem popular. É muita coisa errada junta. Primeiro, é o preconceito que diz popular = inferior, universitário = melhor. Eu, pelo menos, prefiro mil vezes o pouco estudo de um Pena Branca e
Xavantinho que o ensino superior de um Luan Santana. Depois, é acreditar que, em tempos onde tem uma Faculdade Pagou-Passou em cada esquina, o tal do diploma seja algo mais do que um pedaço de papel com palavras pomposas. Ah, e lembre sempre que o Steve Jobs não fez nenhuma “facul”…

MENOS GASTROCHATICE

O gastrochato é o novo enochato. O espécime mais antigo adorava tentar impressionar as vítimas com sua “expertise” sobre vinhos: a uva certa, a safra ideal, as “notas” amadeiradas e frutadas. De uma chatice monumental, lembra muito aquele personagem pedante de “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen, incansavelmente despejando “conhecimento” sobre arte. Mas o enochato foi suplantado recentemente pelo gastrochato. Este ser acredita que existe enorme interesse em  suas aventuras culinárias, em sua busca pelo sabor mais exótico e exclusivo. Ele fala em pimentas chili da Guatemala, no açafrão rosa da Galícia, na mostardinha artesanal que só existe em um vilarejo da Bretanha. Ele fala em confito de ganso selvagem com geleia de erva
doce, em lascas de lula selvagem com vinagre de amora miúra. Ele tira a fome de qualquer um que esteja por perto.
MENOS 3D

Você sabe quando uma palavra da moda passou dos limites quando ela éusada para coisas que não fazem o menor sentido. Pois, outro dia, vi uma oficina que anunciava “alinhamento de direção 3D”. Tem também um celular “3D” que é uma bobagem. Uma banda de
axé anunciava shows “em 3D”. Ué, mas qualquer coisa ao vivo, a vida real como um todo, não foi sempre “em 3D”? E até no meio onde surgiu toda essa onda, o cinema, boa parte dos espectadores já não vê mais graça na brincadeira. Fora que pode dar dor de cabeça e a condição de higiene de óculos compartilhados por milhares de pessoas será sempre uma coisa questionável.

MENOS TECNOLOGIA

Ah, essa é difícil, hein? OK, vou me expressar melhor: menos deslumbre com a tecnologia, OK? Sempre achamos absurda aquela história de que nossos índios se deslumbraram com os espelhinhos dos portugueses e, em troca deles, lhes deram terras. Pois, eu vejo a mesma reação em tantos de nós com os acabamentos brilhantes e luzinhas piscantes dos nossos gadgets. A regra básica é: a tecnologia deve servir a nós, não o contrário. Sem falar na alta conta humanitária (metais que vem de minas com trabalho escravo/infantil) e ambiental que o excesso de produtos e consumo acarreta.
MENOS ANALFABETISMO

Alguns põem a culpa na pressa, outros no erro de digitação. Mas, a verdade é que 90% dos absurdos erros de português que se vê na internet são culpa do bom e velho desconhecimento da gramática. Todo dia, são milhares de casos de assassinato e esquartejamento da Língua Portuguesa. Se eu fosse ganhar um real por cada “ancioso” e “excessão” que leio, seria hoje um grande latifundiário. Já existe até tumblr em homenagem ao show de ignorância linguística: o seilacomoseescreve.tumblr.com onde fica-se sabendo de pérolas como “inchintores” e “estinto animal”.

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Ai, que privilègio!

Por Bruno Calixto, Eduardo Reis e Wagner Emerich | Colaboração: Victor Oliveira | Fotos: Reprodução

Polêmica, rica e intensa. Disposta a ‘furar’ qualquer fila por uma festa, Narcisa Tamborindeguy é a cara da noite brasileira.

Onde tem mulheres loucas por uma taça de champanhe e endinheiradas, tem Narcisa Tamborindeguy. Aliás, se tem uma pessoa no Brasil que é sinônimo de festa, essa é Narcisa, que, apesar do nome, nem precisa de espelho para manter a autoestima lá em cima. Cláudia Saldanha (da alta aristocracia portuguesa, segundo a mesma) Tamborindeguy é filha de deputado, bisneta do primeiro empresário a explorar petróleo no Brasil, advogada e jornalista. Não bastasse no vasto currículo, ela sempre viveu no luxo, de onde não pretende sair jamais.

Tudo tem suas vantagens. A “pobre” garota rica começou cedo. Participou das melhores festas do Jet Set Internacional, cercada pela alta sociedade, por artistas mundialmente famosos, conhece “de estilista a presidente”. E nem por isso deixa de ser uma figura cultuada no meio alternativo. Mas é na grande mídia que, volta e meia, endossa o seu glamour. Em janeiro próximo, ela estreia num reality show que vai mostrar um pouco do seu dia a dia, junto com outras quatro mulheres. Todas ricas.

Figuraça. Desde o final dos anos 80, quando surgiu causando burburinho na sociedade carioca, a vida dessa socialite desperta curiosidade. Moradora do Edifício Chopin, na Avenida Atlântica – diga-se de passagem, um dos endereços mais nobres do Rio de Janeiro -, suas luxuosas recepções em seu espaçoso apartamento, são frequentadas por membros da elite carioca. Como o prédio localiza-se ao lado do Copacabana Palace, Narcisa costuma infernizar os hóspedes do hotel com seu famoso mega-fone, dentre as vítimas preferidas estão Madonna e Jô Soares. Ela já declarou, inclusive, ser a janela da cobertura o seu cantinho preferido. Quando o Mick Jagger veio ao Rio, reuniu amigos para cantar ‘I Can’t Get No Satisfaction’. O máximo! Quando ela não chama o Jô, ele comenta: ‘Ué, a Narcisa esqueceu de mim?’.

Virou ‘hit’ no YouTube ao aparecer alegre, dançando e pulando até escapulir os seios, durante uma entrevista no Baile do Copa para o apresentador Amaury Júnior. Resultado da farra: foi parar no médico com três dedos do pé quebrados e conquistou a opinião pública, afinal, atire a primeira pedra quem nunca tocou um porre no Carnaval. “Pelo menos eu me diverti. Não fiz ‘carão’ como a maioria das pessoas que estavam lá”, disse ela na época, em entrevista a uma publicação semanal. Polêmicas à parte, Tamborindeguy é madrinha da instituição de caridade “Lar de Narcisa” que ajuda a manter através de doações próprias e de amigos.

Por isso, a coluna Party People dessa edição é com ela, que nos ensina porque “a vida, apesar de louca e absurda, é um eterno aprendizado!” Ai, que Privilège!

Privilège Mag – Uma festa é uma celebração, um momento de comemoração que marca a vida das pessoas e que, muitas vezes, rende histórias que vão ser lembradas para o resto da vida. Você conseguiria escolher uma festa que considerada a mais importante ou que mais te marcou? Vamos ser bonzinhos, pode citar mais de uma.

Narcisa Tamborindeguy – As festas que eu mais amo são as de Ano Novo. Aqui em casa é um espetáculo com os fogos de artifício de Copacabana. Mas quando viajo, gosto das festas nos superbarcos em que fico em Ibiza ou em Sardenha.

As suas, por sinal, são sempre disputadas e muito comentadas. O que é preciso ter e o que não pode faltar numa festa da Narcisa?

Gente bonita, champanhe e muito alto-astral.

O Réveillon é uma celebração praticamente universal e já está bem próximo. Como você vai comemorar a chegada de 2012?

Ainda não decidi. Meus amigos ficam me “pilhando” para fazer o Ano Novo aqui em casa, eu fico pensando em Angra, penso em Ibiza, mas toda hora alguém vem e me faz mudar de ideia. É uma loucura! Ai, que indecisão.

Quando chega o Réveillon todo mundo faz um pedido. Você já tem dinheiro, sucesso e saúde. O que mais deseja para o próximo ano?

Paz! Paz e dinheiro nunca é demais.

Viagens são capítulos constantes em sua vida? Qual é o seu destino preferido?

Amo a Europa. Esse ano já fui duas vezes. Estou indo para a terceira agora, vou comemorar meu aniversario em Londres. Depois vou para Paris relaxar… não canso!

Cada país tem uma cultura diferente, e isso reflete na noite de cada lugar, na forma de festejar. Em que lugar do mundo você chegou em uma festa e pensou “ai, que loucura!”? E uma que você pensou “ai, que absurdo!”?

Quando vou para Ibiza, sempre penso em “ai, que loucura!”. As festas de lá são sempre as melhores, as músicas, as pessoas, o lugar também ajuda muito. No começo do ano, fui a uma festa no Consulado da Índia, essa foi “ai que absurdo!” A comida é uma loucura, as pessoas eram muito sérias, a música estranha… Mas estava com meus amigos, então ficou tudo certo.

Desde que nasceu, você mora no Edifício Chopin, ao lado do tradicional Copacabana Palace. Reza a lenda que muitas das celebridades internacionais que se hospedavam lá escapavam para ir às suas festas. Quais artistas você já recebeu na sua casa. E quem rendeu a história mais inusitada?

É verdade! Uma vez o Mick Jagger apareceu aqui em casa. Ele ficou um pouco na sala, depois foi para o meu quarto e se trancou lá. A porta é blindada e deu um “problemasso”, “cadê” que a gente achava um chaveiro em pleno Ano Novo de Copacabana? Só saiu de lá pela manha.

Como é a vida da Narcisa longe das festas e da badalação?

Na minha semana eu faço ioga todos os dias. Malho bastante, nado na piscina do Copa ou na praia. Na parte da noite, procuro programas mais lights, janto em um bom restaurante ou na casa do meu namorado.

A internet hoje é parte importante na vida de muita gente. Você é uma dessas pessoas que estão sempre conectadas?

Sou superconectada! Internet pela casa inteira. Internet no meu blackberry, no meu iPhone, no meu iPad, não consigo viajar nem viver sem eles.

O Twitter @narcisaoficial era “fake”, e bombava bastante na internet. Hoje, você também o atualiza, junto com as pessoas que o criaram. Como isso aconteceu? Você não se importa que outras pessoas falem por você?

Sempre me falavam desse Twitter. Todo lugar aonde eu ia, comentavam, falavam que era “engraçadíssimo”, e eu achava ótimo. Sempre tive curiosidade de saber quem o fazia. Um dia estava em uma boate do underground carioca e conheci uma das pessoas que o criou. Depois conheci o outro, hoje somos muito amigos, e agora eu tweeto por lá. Um “must”!

Vários vídeos seus já foram parar no Youtube e viraram web hits. Você acompanha a repercussão que esses vídeos têm na rede?

Acompanho! Não só os meus, como tudo que bomba na internet. Adoro ficar por dentro, é bom para comentar com meus amigos.

Em janeiro, vai estrear um reality show em que você participa, junto com outras mulheres ricas. Como têm sido as gravações? Adianta para a gente alguma situação legal que vai ser mostrada no programa?

As gravações foram ótimas. Gravei bastante aqui no Rio e também em São Paulo, onde as outras quatro mulheres moram. Também gravamos em Buenos Aires, foi uma delicia! Uma parte que vai ser um “must” é quando eu converso com meus amigos que estão hospedados no Copa pela minha janela, com direito a megafone e tudo.

Está feliz com o seu retorno à TV?

Estou amando! Esse reality vai mostrar uma parte minha que poucos conhecem. Acho que vai ser divertido.

Você é amiga das outras participantes?

Antes de gravar, eu ainda não conhecia nenhuma. Só de nome… Criamos um vínculo legal. Temos muitas amigas em comum, nos encontramos em várias festas.

No seu último aniversário, você convidou dançarinas e um DJ de Ibiza, Sergi Insomnia, que já tocou no Privilège…

Esse ano mesmo encontrei com Sergi por lá, ele é incrível! O melhor DJ.  As noite de Ibiza são um espetáculo, já fui inclusive na Privilège de lá, as dançarinas são uma loucura!

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Em outra estação

Ele cresceu. E nem é mais um menino só do rock.

Para os fãs da ex-dupla Sandy & Júnior, Júnior Lima se tornou admirador da música eletrônica, opção que tem tomado sua agenda graças ao projeto live Dexterz, que traz ainda Júlio Torres e Amon Lima, do Crossover

Por Bruno Calixto e Guilherme Schröder | Fotos: Gabriel Wickbold/Divulgação

Se num primeiro momento ele apareceu na TV com cabelo espetado e carinha de bebê chorão, hoje, Júnior Lima, dono do próprio nariz, ainda ouve rock. Especialmente em seu carro. Mas desde que aderiu ao circuito da música eletrônica, passou a se deleitar com o bom e velho rock and roll disfarçado, no estilo Soulwax (banda de rock alternativo), que é bem indie. Atualmente, o artista, que chegou a manter uma banda de soul music (a Soul Funk), só tem olhos – e principalmente ouvidos – para ferramentas bem mais tecnológicas. Haja iPad e controle do Wii para o projeto live Dexterz, que Júnior (com mais de 16 milhões de discos vendidos) mantém com a dupla Crossover Júlio Torres e Amon Lima. “Percebi que um som daqueles, feito ao vivo, tinha muitas possibilidades. Eles já faziam isso há quatro anos. Dava pra perceber que eles já tinham pego as manhas, já tinham uma linguagem pronta. Fui falar com eles um dia, e sugeri colocar uma batera no meio daquilo, como uma canja. Eles toparam”, anunciou Júnior, em entrevista à Privilège Mag.

Ainda no “métier” da produção, Júnior Lima produziu o disco “Manuscrito”, da irmã Sandy, que saiu em 2010, e dirigiu o show de divulgação. “Agora, estamos preparando a gravação do DVD (homônimo) em parceria com o ator Douglas Aguillar”, ele adianta, informando que a previsão de lançamento é para este ano. Paralelo ao estúdio, ele guarda as preferências no iPod, como a Mutemath, banda de Nova Orleans ainda pouca conhecida por aqui mas que, de alguma forma, vem aguçando os sentidos do jovem músico para as carrapetas. Mas se ele levou as batidas de sua música com o projeto Dexterz para grande parte do Brasil e até para os Estados Unidos, quando será a vez de Juiz de Fora e de Búzios? Sem resposta, Júnior deixa o recado que “está à disposição do Privilège”. No entanto, é certo que a paixão pela pista parece não ter prazo de validade.

Privilège Mag – De onde vem o interesse pela música eletrônica? Como nasceram o Dexterz e a relação com a dupla Amon e Júlio?

Júnior Lima - Sempre tive contato com a música eletrônica porque sempre fui de sair para baladas. Numa das apresentações do Crossover em São Paulo, fui falar com o Amon, que já era meu amigo há dez anos, sobre a possibilidade de armarmos algo juntos, uma vez que ficaria legal incluir bateria e percussão naquele som. E os caras, é lógico, toparam. Aguardamos a hora certa para a estreia, que foi numa festa da revista “Cool Magazine” há três anos.

E quais foram as primeiras impressões?

Gostamos muito de fazer e rolaram outros convites. Na época, ainda anunciávamos como Crossover até que chegou a hora de oficializar uma parada que estava ficando séria. Daí surgiu o Dexterz. Percebemos que tudo muda num set percussivo, cruzado automaticamente. O Crossover já é mais melódico e, além da minha presença, a personalidade daquele trabalho foi alterada por causa da distinção sonora de cada um.

Quais são suas maiores influências musicais?

O DJ que mais tenho ouvido é Joris Voorn. Mas tem ainda Nic Fanciulli e Josh Wink que são ótimos. Com esse contato mais próximo e direto, comecei a entrar mais nesse mundo do eletrônico, embora tenha pesquisado e produzido pouco fora do Dexterz.

Você já experimentou várias vertentes da música, desde o sertanejo, a música pop com elementos do rock e, agora, integra um projeto eletrônico. De que forma esse conhecimento auxilia na hora de produzir um som novo?

Ah, é muito bom. Acaba juntando muita influência e gerando versatilidade que ajuda até no meu jeito de tocar bateria. Existe um sotaque na hora de tocar, um somatório de tudo. Atuei no quadro “Olha a minha banda”, do Caldeirão do Huck, e observei que cada banda é de um gênero.

E a sua familiaridade com o rock ajuda de alguma forma na pista? Rola improviso?

A gente mantém 90% da noite improvisada, mas tudo depende do público e da região. Depende também da reação ao primeiro set. É claro que a vontade é improvisar a maior parte do tempo, principalmente porque lidamos com quem quer interagir de alguma forma. Seja com palmas ou dançando sem parar, as pessoas estão o tempo todo interagindo. Esta é a escola de quem tocou em banda, o Amon sabe disso. E o Júlio acabou entrando nessa onda.

Por ter começado muito cedo na música, de uma certa forma você deve ter adquirido responsabilidade e disciplina com aquilo que está sendo produzido…

Esse negócio de virar DJ é muito relativo, pois ninguém se torna um da noite para o dia, assim como ninguém sai cirurgião de uma hora para outra. Existe um modo muito superficial de enxergar tudo isso, o que acaba banalizando a profissão de DJ. A gente, por exemplo, está aqui para produzir música e não só mixar. São muitos anos de profissão. Júlio tem quase 20 anos como DJ, e eu estou caminhando para 21 (anos) de carreira, como Amon. Isso faz com que prezemos pela qualidade musical acima de tudo. Amon fala que se não nos preocuparmos com a música, ninguém o fará.

Você nota uma dificuldade do público em perceber que aquele Júnior de 15 anos atrás cresceu?

É um público bem diferente. Lógico que tem coisas em comum, mas a maior parte é da galera que está ali para ouvir música eletrônica e, em questão de minutos, já esqueceu (do outro Júnior). Nós, é claro, conseguimos desligar para realizar uma parada que seja legal.

Você sente mais liberdade em produzir atualmente do que durante a carreira com a Sandy?

Eu me sinto mais à vontade para fazer o que estiver a fim, sem compromisso com gravadora. Meu único critério é fazer música da melhor forma possível, agradando a quem agradar. Essa tem sido minha satisfação pessoal. Com 27 anos de idade, meu privilégio é o direito de escolher.

Qual foi o melhor espaço em que o Dexterz já tocou? Por quê?

Cada festa é muito peculiar, posso estar me esquecendo de uma ou de outra, mas eu fico com a apresentação eufórica no Green Valley, em Balneário Camboriú (SC). Lá, a cena é muito forte e fizemos um set de quatro horas, o que não é muito comum, já que a performance dura até duas horas, no máximo.

Você é “interneteiro”?

Sou na medida do possível, apesar dos 700 mil seguidores no Twitter. Não sou viciado por causa da liberdade que se perde com tamanha exposição. As redes sociais viraram um celeiro de aspas para a imprensa, tento manter uma distância segura.

Uma lá, outra cá

Na cabeceira: “Não sou muito de leitura. Sou hiperativo para concentrar em leitura.”

CD player: “Let’s love tull, do Lenny Kravitz”

Com pipoca: “De tantos, fico com The other guys”

Aplausos: “Radiohead no Brasil”

Sol ou lua? “Sempre noite”

Twitter? “Melhor é o que indica boas opções. E o pior é aquele que parece diário”

Na comanda: “Vodka, talvez cerveja, mas quando estou tocando, água”

Power Rangers, Mariquinha ou Maria Chiquinha? “Maria Chiquinha foi a primeira, bombou a gente”

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Brilha, Privilège

Especial de aniversário

12 anos de inovação, surpresas, ousadia. De reinvenção a cada dia em cada noite.

Cenário de encontros. Muito além de um club. Magia. Alegria e Brilho. Muito Brilho! Para todos! Loucos desvairados, românticos, santinhos, pirados, baladeiros…

O que não falta é história pra contar. No mar, na montanha, na ilha. Ah, se esssa pista falasse…

Canta, canta minha gente!


A banda Ira! inaugurou o projeto Privilège Canta, em 2000. Arnaldo Antunes, Blitz, Cássia Eller, Cidade Negra, Cláudio Zoli, Diogo Nogueira, Ed Motta, Edson Cordeiro, Emmerson Nogueira, Falcão e os Loucomotivos, Fernanda Porto, Frejat, Jorge Ben Jor, Jota Quest, Kid Abelha, Lobão, Luciana Mello, Lulu Santos, Marcelo D2, Nando Reis, O Rappa, Pitty e Ultraje a Rigor também se apresentaram nos anos seguintes. O último show do Barão Vermelho foi no Privilège JF, e a casa foi cenário de um momento histórico da música brasileira: Arnaldo Antunes, Arnaldo Baptista e Lobão dividiram o palco pela única vez. Não tem como se esquecer da Cássia Eller chegando de skate para passar som na casa. Na entrada, ganhou uma camisa do time Atlético Mineiro, autografada pelo jogador Reinaldo. Foi este o figurino vestido pela ‘garotinha’ de ‘malandragem’ durante o show.

Com direito a replay

Na manhã de 30 de junho de 2002, mais de 1.000 pessoas gritaram ‘É penta!’, durante a final da Copa do Mundo. Os três R’s – Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo – brilharam ainda mais no jogo contra a Alemanha. Um blecaute de 9 metros de altura – equivalente a um prédio de três andares – cobriu todo o vidro da pista para exibição dos telões. Na madrugada, Toni Garrrido desceu do palco para comentar o resultado, ao vivo na TV.

Chanson Du Soleil

Foi depois de se deslumbrar com o nascer do sol na pista – de frente para a natureza – que o DJ Memê homenageou o Privilège com a música “Chanson du Soleil” . O hit ganhou ganhou vocais de Rogério Flausino (Jota Quest) e, depois, versão de Gavin Bradley. A música explodiu nacionalmente e entrou para a trilha da novela global “Caminho das índias” e do filme “Se eu fosse você 2″.

A lenda da noiva

Reza a lenda que o espírito de uma noiva ronda

a casa onde hoje é o Privilège. A história perdura há mais de 30 anos, tanto que antes da sua inauguração, em 7 de outubro de 1999, o centenário Chalé dos Ingleses era conhecido como “A casa da noiva” ,pois estaria fechado há mais de 10 anos. A arquitetura, vegetação e distância do centro da cidade são fatores que estimularam o imaginário na criação do mito e muitas versões apontam para a causa da morte da noiva. Inclusive, para desvendar o mistério mais arrepiante, em 2010, o Privilège produziu pela primeira vez “A festa da Noiva” e os Djs foram os principais suspeitos dessa trama.

Privilège Búzios

Na decoração do Privilège Búzios, mais de 8 mil frascos de perfumes foram preenchidos com anilina e acabaram por virar lustres. Materiais recicláveis, como vigas centenárias de estradas de ferros desativadas, foram utilizados na decoração da casa.

A primeira capa a gente nunca esquece

Em junho de 2006, foi lançada a primeira Privilège Mag. Música, noite, vida, gastronomia, gente, diversão, drinque, cultura e atitude eram os conceitos da edição. A publicação cresceu e, atualmente, traz um novo olhar para o que acontece no clube e ao seu redor. Uma revista na qual os maiores nomes da música se revelam e as tendências de moda e comportamento são apresentadas. Grandes personalidades já foram interrogadas pela redação para nossas entrevistas, saca só: Paulo Bonfá, Nando Reis, Preta Gil, Rodrigo Penna, Vanessa da Mata, Deborah Secco, Jesus Luz, Bruno Mazzeo, Maria Paula, Ingrid Guimarães, Marcelo D2, Rafael Cortez, Fernanda Abreu, Jorge Ben Jor, Serjão Loroza e Glória Kalil. Gigantes da cena eletrônica não ficaram de fora: Gui Boratto, Crossover, Renato Ratier, Kurd Maverick, Fabrício Peçanha, Felguk, Milk & Sugar, Muti Randolph, Norman Doray, Iain Thomson, Nalaya, Amo & Navas, Ask 2 Quit, Life Is a Loop, Memê, Olivier Giacomotto, Boss in Drama, Neelix, André Marques, Mauro Picotto, Noise, Les Schmitz, Carl Cox, D-Nox & Beckers, John Acquaviva, Deep Fish, Eddie Halliwell, Smokin Jô, Mason, Raja Ram, Andy Cato, Pete Tong, Layo & Bushwacka, Felix da Housecat, Wrecked Machines, X-Noise, Above & Beyond, Ferry Corsten, Mau Mau, Pavel Loginov, Carlo Dall Anese, Mora e Naccarati, Electrixx, Rey Vercosa, Sergi Insomnia, Raul Boesel, Alex Gaudino, Mar-T, Gustavo Bravetti e Abel Ramos. Ufa! E a lista não vai parar de crescer…

A ilha da fantasia

Historicamente, a ilha do Privilège Angra – localizada na Baía da Ribeira – éconhecida como Ilha de Cunhambebe Mirim e, ao seu lado, fica a Cunhambebe Grande. Ambas foram povoadas pelo cacique Cunhambebe, um chefe indígena que dominou todos os Tamoios da região e ajudou no combate aos franceses, junto ao Padre Ancheita, lá em 1590. O mais curioso disso tudo é que, segundo a lenda – o Privilège gosta muito disso tudo –, o cacique morava na ilha ‘maior’ e fazia da ‘menor’ seu harém, deixando lá todas as mulheres com as quais pretendia manter relações sexuais. Talvez seja daí a teoria de que a energia da ilha se mantém feminina (ying) e sua beleza desperta a fantasia.

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Chic é ser um internauta inteligente

Por Pedro HMC

Alô, Chics! Foi-se o tempo em que saber posicionar garfos na mesa, escolher a taça indicada para cada bebida ou, na dúvida, optar sempre por aquele pretinho básico compunha o essencial em saber se portar de maneira adequada.

O mundo virtual esta aí e nele interagimos com praticamente todos os nossos contatos. Mas como viver de forma civilizada nessa realidade? Desde que você não esteja na China, a Internet é território livre, mas isso não significa que podemos deixar de lado os bons tratos e maneiras para um convívio civilizado e agradável.

Muita gente ainda parece ignorar o bom senso e algumas regras básicas que, no mundo real, deixariam Glorinha Kalil com os nervos à flor da pele – ainda que sem um fio de cabelo fora do lugar e com a roupa combinando com o sapato.

Mas vamos falar dessa gente que faz “rede social” merecer mudar de nome para “rede de serviço”. Pois pior que ser reportado como SPAM (o que também não deixa de ser uma baita “falta de educação virtual”), é ser deletado pela falta de modos.

Vamos, então, a um guia prático de comportamento no mundo virtual. Quem sabe você descobre por que andam te bloqueando, te “descurtindo” ou simplesmente não te respondendo no MSN…

1. Apelido

Vale tanto para MSN, quanto para Skype ou Google Talk: cuidado na escolha do seu nickname ou apelido! Por se tratar de ferramentas úteis tanto no trabalho quanto na faculdade ou em casa, não é sempre que vai ser engraçado ou adequado aparecer uma janelinha “Paula Tejando acabou de entrar”. Escolher um nick é simples: coloque o seu nome. Não tem como errar, desde que, é claro, você não seja nenhuma das filhas da Baby do Brasil (“Sarasheeva, Nana Shara, Zabelê ou Riroca acabou de entrar” é dose). Vale ficar atento também aos “subnicks”, que são absolutamente dispensáveis. Ninguém está interessado em saber que seu “fds foi fodásticooo” (mesmo a gente tendo certeza que foi péssimo e você está só querendo chamar atenção daquele ex), ou ainda saber qual música você está ouvindo no momento… Até porque seu iTunes pode estar no shuffle, cair em Xulep Xulep da Banda da Loirinha, e você sem querer acabar expondo seu mau gosto musical para todos os seus contatos. Pega mal… tanto subnick, quanto a Banda da Loirinha.

2. Foto de profile que engana

Não tem nada mais comum, e ao mesmo tempo desagradável, que clicar numa foto de perfil bonita e, ao abrir o álbum, descobrir que a pessoa não é tão bonita assim ou, pior, é simplesmente feia. Por isso, na hora de escolher a foto do profile, certifique-se de que você, na foto em questão, parece você. Não precisa estar feio (e nem deve!), mas precisa parecer você, só isso. Ver profile de gente que parece bonita, clicar e descobrir uma propaganda enganosa é como achar aquele pote de sorvete no congelador, abrir e descobrir que é feijão: broxante.

3. Encaminhar correntes / Power Point

Um panda segurando uma flor enquanto me diz “boa semana” não vai deixar a minha semana realmente melhor. No máximo vai me atrasar, já que vou perder tempo abrindo, lendo e deletando o e-mail a troco de nada. Se você não for idoso, não tem desculpa para fazer isso. Mas, se o power point vier da sua mãe ou da sua tia, saiba perdoar. Na maioria das vezes, para elas o Power Point acaba sendo como um bingo: única opção de entretenimento na terceira idade. E não deixa de ser bonitinho ver que estão se esforçando para fazer parte do mundo virtual.

4. Abusar dos emoticons

Pra que simplificar quando podemos complicar? Parece esse o raciocínio de quem escreve substituindo letras ou pensamentos por emoticons. Ok, alguns emoticons, em especial os da Luciana Gimenez, Vanessão ou Carolina Ferraz gritando “Porque eu sou riiicaaa”, podem ser engraçados. Mas usados a exaustão tornam a leitura da conversa extremamente cansativa. Vale o mesmo conselho dado em relação à bebida: Use com moderação.

5. Fotos de torso nu na foto do profile

Ninguém, a não ser você, se liga na diferença que vêm fazendo aqueles dois meses de academia. Além disso, as pessoas acabam com vergonha de te adicionar porque sua foto seminu fica ali nos contatos alheios pra qualquer um ver, pegando mal pra família e pro profissional. Se a foto ainda for de frente pro espelho do banheiro e com o celular na mão, é recomendável não só que você delete seu perfil, como procure terapia.

6. Se arrumar só pra tirar foto

Com o advento da fotografia digital, ninguém mais faz pose pra foto a não ser que esteja em um ensaio fotográfico. E mesmo assim, no geral, as fotos espontâneas acabam saindo melhores. Não tem coisa mais cafona que um álbum cheio de fotos suas maquiada ou com aquele efeito “blur” do Photoshop, que desfoca suas olheiras ou disfarça problemas da epiderme. Pior ainda se é daquelas meninas que postam a foto completamente maquiada deitada na cama e tem a audácia de por na legenda: “eu acabando de acordar”, toda produzida. Se liga, garota, a gente sabe que você se maquiou, fez pose, acertou no ângulo que te deixa parecendo mais magra (ou menos gorda) e tirou várias fotos pra postar a melhor (ou menos pior).

7. Enviar convites e presentes de joguinhos sem ninguém pedir

Enfia no… deixa pra lá. Mas é o que dá vontade de dizer a cada cenoura ou nabo que eu não pedi, mas recebi de presente, no Farmville do Facebook. Perca todo tempo da sua vida jogando esses jogos se quiser, mas não me envolva. Pouco me interessa. O mesmo vale pra CityVille, PetVille ou qualquer Besteiraville

8. Marcar em fotos

Cautela na hora de marcar seus amigos nas fotos.  Tudo bem que eu acabei de falar que é legal ter fotos reais e naturais. Mas isso não te dá a liberdade de me marcar numa foto da noite anterior em que nem eu me reconheceria: com metade do olho fechado, abraçando um desconhecido, enquanto danço em cima do balcão da boate. Além de pegar mal pro chefe e praquele primo que descobriria que eu deixei de ir ao aniversário da filha dele, não porque estava com a febre e, sim, porque preferi ir para outra festa qualquer que ficar desviando de crianças correndo.

9. Fazer “hang loose” nas fotos

Ninguém vai te achar cool, nem pensar que você é da galera do surfe, muito menos roqueiro, por isso. Fica a dica!

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Party People | Rogério Mascarenhas

Conciliando traços modernos e memória, o arquiteto ainda mantém o Privilège JF entre a ‘casta’ nobre de seu repertório.

Por Bruno Calixto e Guilherme Schröder

Entre as palavras e o produto, Rogério Mascarenhas escolheu a forma. Inclinado a cursar Comunicação Social e/ou Publicidade, o exímio conhecedor das artes ficou com a Arquitetura, sob a égide do mestre Oscar Niemeyer, cujo traçado – moderno e sintético – alinha homem e natureza como se fossem um só elemento. “O moderno traz comodidade, a natureza traz paz. O importante é entender a alma humana e servir para atender às suas expectativas”, destaca Mascarenhas, graduado na Universidade Santa Úrsula, no Rio.

Partindo do princípio da simbiose entre forma e estrutura, ele se consolida como um dos nomes de maior prestígio do ramo local, reconhecido, inclusive, fora das Gerais. Em 2001, ele levou o projeto Privilège JF à 5º Bienal Internacional de Arquitetura e Design de São Paulo. Mas se dez anos depois a obra ainda é a alcova da identidade formal da cidade, não há dúvida quanto ao seu talento em transpor linhas e cores para o altar da contemplação. E lá se vão 12 anos de glória. Afinal, como dizia Niemeyer, “a humanidade precisa de sonhos para suportar a miséria; nem que seja por um instante”.

Mas a vida pode, sim, mudar a arquitetura. E vice-versa. “O Privilège concedeu à Juiz de Fora um caráter de modernidade, conseguiu somar mais itens ao repertório e à singularidade da cidade”, salienta Rogério Mascarenhas,que, a despeito de qualquer outra opção, desde criança já falava em “arquitetar os sonhos”. “A profissão nos permite criar espaços para as diversas funções humanas. O espaço tem a finalidade de agregar as pessoas para o convívio, para a troca.”

As referências locais, segundo ele, são a essência do projeto. Identidade, novidade e experimentação são o mote de sua campanha pró-exuberância, especialmente a da Mata Atlântica, cujo visual invade a pista de dança da casa. “Pouquíssimos clubes noturnos tem esse luxo”, ele assinala. “Nossa inserção foi respeitosa. Só vidro que é insuperável em termos de leveza e para trazer o verde da mata para o interior da casa”, arremata.

Sobre os detalhes do projeto, aliás, os desenhos diferenciados das lixeiras são apenas um grão de areia na seara de conformidades artísticas. O mundo perspectivo do artista plástico holandês M. C. Escher, por exemplo, tomou forma no chão da pista, onde a ilusão de ótica realça o brilho da noite. “Não se concebe mais como clube em uma garagem pintada de preto, com puffs jogados no canto e um balcão. Você é aquilo que viu, experimentou e conhece. É a sua bagagem de vida”, sustenta o arquiteto que, pelo aconchego e pela serenidade viabilizados pelo encontro entre homem e natureza, faria do Privilège sua casa. Como muitos.

Privilège Mag – Que elementos devem ser levados em conta ao projetar uma casa noturna como o Privilège?

Rogério Mascarenhas – É um conjunto: balada, história, tecnologia e natureza. O projeto de um clube noturno tem como finalidade: ser um espaço para o encontro e a diversão. Permite uma liberdade enorme de criar ambientes lúdicos, de fantasia. Não diria cenário, porque é uma palavra muito perigosa para arquiteto. Cenário é algo passageiro, por exemplo: em alguma noite específica você cria uma decoração diferente para aquela ocasião. O ambiente, ou seja, a casca do projeto, é algo menos efêmero e mais duradouro, que propicia às pessoas se conhecerem, interagirem e se relacionarem. Quantas amizades e namoros foram concretizados? É realmente magnífico trabalhar esse espaços para festa e alegria. À noite, ninguém está olhando para o relógio de hora em hora, as pessoas estão disponíveis. Você não precisa ficar trancado na “muvuca”. Se não gosta de som alto, escuridão, ok, você pode sair, arejar, tomar um ar, conversar…

- E como começou a sua história com a casa?

- Antes de abrir o Privilège, ainda como estudante de arquitetura, eu já tinha trabalhado com o Octavio (Fagundes – sócio-diretor do grupo) no primeiro Front em Juiz de Fora, ao lado da Igreja São Mateus. Depois disso, fui fazer mestrado em Barcelona, onde morei por três anos. Essa temporada na Europa foi muito importante, pois fui adquirindo conhecimento sobre o funcionamento da noite. Foi nessa época, inclusive, que conheci Ibiza. Gostava das noites de Londres, Berlim, Amsterdam… Mas as casas de Ibiza são insuperáveis. Quando voltei, o Octavio gentilmente me convidou para o projeto.

E lá em 1999, quais referências você buscou na idealização do projeto do Privilège?

Eu e o Iuri (Girardi – sócio-diretor) fomos a 12 boates em apenas três dias, na cidade de São Paulo, com um bloquinho na mão para anotar cada item de todas elas: banheiros, check in, portaria, acessos, entradas, pistas, bares, camarotes, etc. Analisamos todas as questões e, com todas aquelas informações, fomos desenhando a casa com uma compilação das melhores de São Paulo. As pessoas, hoje, conhecem e têm o Privilège como referência. Uma curiosidade: das 12 boates que visitamos há 12 anos, só a D-Edge continua aberta. Aliás minha casa favorita em São Paulo. Faço uma analogia ao (Oscar) Niemeyer, que projetou um espaço na Lagoa da Pampulha (em Belo Horizonte) próxima a Igreja de São Francisco e que se chamava “casa de bailes”. O Privilège também virou uma casa de baile, o salão de festa oficial da cidade. Foi um trabalho muito bem executado, do qual tenho muito orgulho de ter participado.

- Quanto tempo levou entre o começo e a finalização da obra? É a história dos cem dias?

Sim. Havia menos de um ano que eu tinha chegado de Barcelona, meu escritório estava recém-aberto. Cheguei no local com alguns estudantes de arquitetura, vimos uma casa totalmente abandonada, as paredes estavam tomadas por mato, na altura da janela em todo seu entorno. O prazo para a obra foi tão curto que, às vezes, a gente desenhava de manhã e à tarde estava sendo executado. A adaptação de ambientes antigos, com um investimento deste em cidades do interior é raríssimo.

- Diante desse curto prazo, o que foi prioridade?

- Esse projeto tem essa questão de “desenho total”, como a gente chama. Das cadeiras e do piso à pista, todos os elementos e objetos foram detalhados e desenhados pelo escritório: mesa, balcão, itens do bar, portaria. Isso é importante para dar uma característica de muita unidade. Arquitetura, paisagismo de interiores, objetos e móveis, ambientes, revestimentos, tudo foi desenhado para criar essa atmosfera de noite lúdica e surpreendente.

Quem está do lado de fora da casa tem uma visão da pista que chega a lembrar a proa de um navio. Como foi a concepção desse projeto?

- Vem do partido arquitetônico. Eu adoro esse ângulo imponente de fora para dentro da pista. Mostra muito a concepção inicial da casa de preservar o prédio antigo, porém, restaurado. Precisávamos ampliar a área interna de forma respeitosa com a natureza e o patrimônio histórico. Era necessário, praticamente, dobrar (o tamanho da casa), que tinha apenas 200 metros quadrados, não caberia muita gente. Daí a gente estendeu  a arquitetura com anexos em vidros para criar contraste entre o sólido e o transparente, entre o velho e o novo, mas mantendo a casa no centro com objetivo de dar destaque à obra original.

- Foi mais um critério harmônico, então?

- O vidro não interfere, é o mais neutro possível para manter a evidência do chalé estilo inglês. Optei por harmonizar pelo contraste em vez da semelhança. Era o opaco e maciço do tijolo da casa contra o transparente a leveza do vidro. Mas busquei a diferença na forma também, criando um novo foco visual, que é a pista de dança elíptica, com um pé direito alto para permitir efeitos de iluminação, reverberação do som etc. É raro encontrar uma boate assim em qualquer lugar do mundo, que mistura tecnologia e história com natureza. Normalmente, as boates de Londres, Paris e Los Angeles são “caixas” pretas fechadas e sem espaço externo. A parede da casa é feita de tijolinho inglês, mas a ampliação foi feita opostamente pelo vidro, por ser neutro e transparente. Com esses elementos, você consegue levar para quem está dentro da pista a natureza que existe do lado de fora.

- O que andou vendo de entretenimentos nos lugares por onde passou?

- Na Europa, conheci mais de cem cidades, e no mundo, mais de 40 países. Conheci casas noturnas de Nova York a Tóquio. Mas área externa assim como a do Privilège é uma raridade em grandes cidades. Uma casa dentro de um prédio histórico já é raro. Em Nova York, por exemplo, a Lime light funcionava dentro de uma igreja neogótica linda. A alemã Berghain, situada em Berlim, era dentro de uma velha indústria. Não somos páreos em tecnologia se comparados aos japoneses, mas ter um bosque e uma área externa verde, só em Ibiza e no Privilège Juiz de Fora.

- Das muitas idas e vindas, o que fica mais pesado na bagagem?

- Viajar é o meu grande prazer pessoal. Gosto de lugares, paisagens urbanas, conhecer o modo de vida das pessoas. Vou do Japão à África e faço questão de conhecer cidades, lugares, museus, povos e, é claro, a noite. Isso aumenta a bagagem de experiência e (me) capacita para avaliar o que se adaptaria à realidade do nosso país. O brasileiro é festivo, divertido, alegre, expansivo e gosta de conversar. Tem vocação para festa.

- E a cultura da noite?

- No ano passado, voltei da China impressionado. Eles passam a noite sentados numa mesa, jogando dados e comendo melão. Na pista, uma infraestrutura eletrônica absurda, painéis de LEDs, as paredes abrem como gavetas com os dançarinos… Mas na pista só se via ocidentais. Uma noite que não tem “vibe”, interação. As pessoas ficam no seu grupinho. No interior da casa, soldados do exército atentos a tudo, chega a parecer que é proibido para os chineses dançar.

- Neste quesito, o Brasil é nota 10…

- Não só o Brasil, mas todo o Ocidente. Acho que vem da nossa alma ibérica. Se tem um lugar mais animado que o Brasil é a Espanha, mais que Itália e França, inclusive. Só comparáveis aos ingleses, que são criadores de grandes eventos pops, como o Ministry of Sound e o Creamfields. Quando o Privilège foi inaugurado em 1999, na Europa já predominava a musica eletrônica.

- Os “fusos” são trocados?

- Os espanhóis têm noites de segunda a segunda que ninguém consegue acreditar. Eles saem às 2h, ficam meia-hora em cada boate e, lá pelas 5h da manhã, já passaram por dez casas. É um tour! Comecei a formar uma teoria sobre esse comportamento… Nas férias todos os europeus vão passar o verão na Espanha e fazem festa pra caramba, mas terminada a temporada eles voltam para seus países, para a “vida normal”. Os espanhóis não desligam, ficam em festa.

- Você atuou no projeto Privilège Búzios que, inclusive, utilizou muito material reciclável em sua construção…

- O Privilege Búzios ocupou um imóvel onde funcionava um restaurante que estava sob contrato de um grande arquiteto chamado Hélio Pelegrino. Ele tem na reciclagem sua marca registrada. Dom que se tornou também um marca de Búzios. Trabalhamos juntos na adaptação. Eu conhecia como o Privilege funcionava e suas necessidades; e o Hélio ia inventando moda, tudo com vista para o mar.

- Em seguida, em 2006, nasce o Privilège Angra. Qual era o desafio da vez?

A ilha é exclusiva do Privilege, não há vizinhança. A pista foi instalada entre duas praias, ou seja, você pode dar um mergulho e voltar a dançar, tomar um drink ou deita-se sob o sol ou sob a lua. Tentou-se buscar um ambiente mais paradisíaco, cobertura de madeira, cercada de verde e assim como em Búzios, mantendo tudo que o grupo acha importante: ótimo atendimento, música de primeira, restaurante internacional, camarotes, bares, etc. Tudo com uma temática mais praiana.

- Como se as pessoas estivessem num paraíso tropical…

- É um espaço fabuloso pelo seu isolamento natural. Cercado de águas por todos os lados, num dos locais mais bonitos do litoral brasileiro. Extremamente exclusivo, frequentado pela elite mais exigente do país – paulistas e cariocas. Supera o que as pessoas já viram. Mais uma vez, a casa que saiu de Juiz de Fora, mostrando ao Brasil como se faz uma boa noite. O Privilège Angra (ainda) vai marcar época. De dia ou de noite.

- Diante do sucesso do grupo, com três casas na Região Sudeste, de que forma a arquitetura contribuiu para isso?

- O item mais nobre da arquitetura e o mais importante de todos é que, independentemente de ser uma casa noturna, uma praça ou igreja, é o fato que a arquitetura serve para propiciar o encontro entre as pessoas, a troca, o convívio e o relacionamento. E, nesse caso, o mais instigante de projetar um salão de festas é que, ali, as pessoas vão para celebrar os bons momentos, dançar, se divertir, conhecer novas pessoas e reencontrar antigas amizades. O ser humano precisa, claro, de saúde, então procura um hospital; de moradia, constrói-se uma casa. E quando você faz algo destinados a receber pessoas, regado a alegria e música é muito compensador, prazeroso.

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Uma pista para todas as tribos: eu vou!

A tenda eletrônica do Rock in Rio 2011 apostou em uma programação eclética e recheada de grandes nomes da música eletrônica. Do hypado projeto de nu-disco Hercules & Love Affair ao trance épico de Above & Beyond, do maximalismo explosivo do Boys Noise ao minimalismo introspectivo de Guy Gerber, serão 30 atrações na pista preparada para receber 20 mil pessoas por noite. Se você quer aproveitar a festa ao máximo, então confira este guia “night by night” para entrar no clima do warm-up.

Por Franklin Costa

Sexta-feira, 23/09

Abertura épica com grandes nomes do trance

A noite de abertura do Rock in Rio será voltada à música eletrônica “popular”. Entre aspas, assim, porque não se refere à dance music tocada em rádios, mas sim às viagens épicas e breaks celestiais representadas por dois ícones do trance europeu: o trio inglês Above & Beyond e o DJ holandês Ferry Costern. Figurinhas que marcam presença anualmente entre as 10 primeiras posições do ranking da revista inglesa DJ entre os “melhores DJs do mundo”, são conhecidos principalmente por construírem sets para as massas (sobretudo para quem está começando a escutar música eletrônica). A house music estará presente no som dos experientes e carismáticos DJs cariocas Leo Janeiro e Dri.K, além de um dos mais relevantes grupos de música eletrônica do Brasil, o trio sulista Life is a Loop. Espere ouvir: muitos hits explosivos, breaks cinematográficos e músicas com refrões fáceis para cantar junto.

Sábado, 24/09

Presença feminina em bpms sensuais

A segunda noite reunirá três belos motivos para não desgrudar os olhos da mesa do DJ: as cariocas Marian Flow (que se apresenta ao lado do inseparável companheiro Zeo), Mary Zander e a inglesa Nicole Moudaber prometem faz a pista dançar ao som das batidas sensuais do house e tech-house. Esta última, inédita por aqui, é uma das promessas do selo de Carl Cox, elogiada por seus sets anuais em Ibiza. Na sequência, apresentam-se dois veteranos: DJ Vibe, um dos pioneiros DJs de música eletrônica em Portugal, com mais de 25 anos de atuação, e Danny Tennaglia, para muitos DJs um dos principais motivos para ir ao Rock in Rio neste ano. Danny é conhecido pelas suas maratonas sonoras (seus sets costumam ultrapassar facilmente cinco horas), pela mistura sensual de house tribal e techno, além de ser um dos mais experientes DJs de música eletrônica da atualidade. Respect. Espere ouvir: sets bem construídos, groove sensual, ritmo progressivo e uma pista bem eclética.

Domingo, 25/09

Smell like teen spirit

Fechando o primeiro final de semana do Rock in Rio, a pista mais jovem e explosiva do festival. A palavra da noite é “atitude”. A começar pelo DJ que será escolhido pelo público através de um concurso promovido por Burn, energético da Coca-cola e patrocinador da tenda eletrônica (confira o site oficial da marca para mais informações). Na sequência, os paulistas do Killer On The Dancefloor e os cariocas do The Twelves apresentarão hits, edits e remixes que flertam com o indie rock, electro e mashups. O produtor de electro-house Steve Aoki promete colocar a casa abaixo com faixas explosivas seguindo a linha de seus parceiros Steve Angello e Laidback Luke. Encerrando a noite, para quem ainda estiver de pé, a artilharia pesada de sintetizadores rasgados da dupla alemã Boys Noise. Conhecidos como um dos principais nomes da música maximal, é “a” atração para os fãs de Justice, Daft Punk e afins. Espere ouvir: sets com atitude, explosivos e barulhentos. Um encontro da música eletrônica com o indie rock e disco-punk.

Sexta, 30/09

Música eletrônica “cabeçuda”

O retorno do Rock in Rio será marcado pela pista mais “cabeçuda” do festival. A experiente DJ santista Ingrid abre a noite. Na sequência, Renato Ratier, DJ e fundador do D-Edge – clube mais conceitual de música eletrônica do Brasil – assume as pickups. Gui Boratto, o mais conhecido e elogiado produtor brasileiro de todos os tempos se apresenta em seguida com sua mistura indefectível de techno e house minimalista, cool e melódico. Mas os grandes nomes da noite são mesmo o Israelense Guy Gerber, especialista em construções inteligentes de camadas sonoras e beats sintéticos, e Luciano, um dos principais produtores e DJs da atualidade, também conhecido por seus sets que variam do techno underground ao tech-house sensual e recheado de influências latinas. Espere ouvir: músicas conceituais e construções de sets inteligentes que flertam com o techno e o tech-house.

Sábado, 01/10

Clássicos da pista reunidos em uma noite especial

O que falar de um músico, DJ e produtor que remixou nomes como The Police, Jamiroquai, LCD Soundsystem e Stero MCs? De um DJ que já tocou hip-hop, electro, disco, house e techno, tudo na época em que cada gênero desses estava começando a ser apresentado nas pistas? O que esperar de DJ Harvey, um ícone da história da discotecagem, responsável por construir viagens musicais de nove horas seguidas? Espere o inesperado! Na sequência, um encontro de titãs: François K, Danny Krivit e Joe Claussel apresentam pela segunda vez no Rio de Janeiro toda a energia que marcou a história das festas dominicais nova-iorquinas Body & Soul (a primeira vez foi no domingo de encerramento do Tim Festival de 2005). Mestres da disco e house music, veteranos dos estúdios e DJs respeitados por 10 em cada 10 DJs, este trio é tão importante para a história da música eletrônica que caberia se apresentar no palco principal. O segundo sábado do Rock in Rio é também a noite mais especial desta pista. Tanto que será a única na qual só se apresentarão atrações internacionais. Espere ouvir: um encontro de produtores consagrados e experts há pelo menos 30 anos na arte da discotecagem apresentando ao público as músicas que construíram a história das pistas.

Domingo, 02/10

Performances e mistura musical com ares de grande encerramento

Se tivesse que sintetizar em uma só palavra a expectativa para a última noite ela seria “diversão”. A última noite do Rock in Rio se despede do público com uma pista que será uma contagiante e democrática “salada musical”. A atração convidada de Burn, a diva de Ibiza Nalaya Brown, abre a noite com sua potente voz interpretando clássicos da música eletrônica. O curitibano Péricles, mais conhecido pelo nome artístico Boss In Drama, entra na sequência apresentando seu show carregado de performances coloridas e hits animados. O ator e DJ fundador da festa de mais prestígio do país, Rodrigo Penna do Bailinho, promete inundar a pista com hits da música pop de todas as décadas. Na sequencia, o veterano produtor Memê apresenta seus hits fazendo o aquecimento para o hypado e esperado show da banda nova-iorquina Hercules & Love Affair. Fechando a disputada noite, o top produtor e DJ grego Dimitri From Paris. Responsável por um dos mais famosos CDs mixados da história da disco e house music, A Night In The Playboy Mansion, Dimitri é, ao lado de David Guetta e Bob Sinclair, um dos pioneiros DJs da cena eletrônica francesa. Muito fino, diga-se de passagem. Espere ouvir: Clima divertido, muita música pop, house e disco music com direito a performances e um encerramento à altura do maior festival do Brasil.

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Que país é esse?

Por Pedro HMC

Era uma vez um país em que um palhaço que, supostamente, não sabia ler e escrever não só virou deputado como também integrou a Comissão de Educação e Cultura. Já um outro senhor, reacionário e ultraconservador que recomenda uma boa surra nos filhos como solução, é representante da Comissão de Direitos Humanos. Um ex-pagodeiro acusado de agredir a esposa vira político e propõe a criação da Comissão de Direitos da Mulher. E calma que tem mais: um ex-senador suspeito de adquirir veículos de comunicação ilegalmente integrou o Conselho de Ética (o mesmo que o investigou pouco antes). Coroando a situação, adicione a aprovação de um novo Código Florestal que privilegia grandes latifundiários e simplesmente não protege as florestas.

Parece um roteiro de comédia. E poderia, daquelas bem “pastelão” mesmo em que o público sai dizendo “Putz, só em cinema pra acontecer uma coisa dessas!”.  Mas infelizmente, mais do que obra de ficção, esse filme seria completamente baseado em fatos reais.

Sim, estamos falando sobre o Brasil. Se você ainda não acertou, os políticos aos quais me referi são, nesta ordem: Deputado Tiririca, Deputado Jair Bolsonaro, vereador e ex-candidato ao senado Netinho de Paula e o ex-senador Renan Calheiros.

Não é a intenção aqui apontar o dedo pra ninguém. Vivemos numa democracia e, bem ou mal, eles foram eleitos. Só estou aqui constatando tamanha ironia. E, aproveitando que vivemos nesse país da piada pronta, vamos fazer um pouco mais disso: piada! Mas dessa vez, só pra rir, sem te prejudicar ou fazer de palhaço. Se é assim que as coisas funcionam por aqui, sugerimos uma escalação muito mais adequada a outros cargos públicos brasileiros pra governo ou oposição nenhuma botar defeito. Tão coerentes ou de acordo quanto a realidade citada acima. Vamos lá…

Ministério da Fazenda – Dado Dolabela

Ele também multiplicou seu patrimônio depois de passar pela Fazenda mas, ao contrário do Palocci, não foi criticado por isso. Ainda passou quase sem prejuízo por uma série de acusações de ex-namoradas e conseguiu abafar todos os escândalos sem CPI. Isso sem falar que – ao contrário do Palocci que prefere não comentar seus ganhos – Dado é do tipo que mata a cobra e mostra o pau, ou melhor, a machadinha… Principalmente se estiver numa bancada com João Gordo. É ou não é o mais indicado para o cargo?

Ministério do Turismo – Amaury Júnior

Depois das recentes acusações de que a ministra da Cultura Ana de Hollanda estaria marcando compromissos entre as sextas e as segundas-feiras para poder emendar o final de semana pagando passagens e hospedagens com verba pública, ninguém mais indicado para o cargo do que Amaury – o bon vivant jabazeiro – que já vive fazendo turismo pelo país. Pelo menos ele se hospedaria, viajaria e comeria de graça sem gastar 1 tostão do dinheiro público, olha que vantagem!  O duro seria aguentar os pronunciamentos oficiais do então Ministro do Turismo, que viriam recheados de falas exaltando seus patrocinadores, anunciantes e puxa-sacos de plantão.

Ministério do Esporte – Antônio Palocci

Quem foi que colocou o cara no Ministério da Fazenda? Palocci tinha é que estar no Ministério do Esporte! Campeão em salto de patrimônio, convocado pela seleção do Lula, depois pela seleção da Dilma, e agora ainda correu para não ser convocado pela oposição… a depor numa CPI para explicar os próprios ganhos. Todo mundo queria o cara! Com ele no Ministério do Esporte, quem sabe não multiplicamos por 20 também a velocidade das obras da Copa e das Olimpíadas? Entregando tudo a tempo de fazer uma bela cerimônia sem passar um vexame internacional? Corre Palocci! Renuncie à Fazenda e vá para o Ministério do Esporte!

Comando do PAC – Rubens Barrichello

Se a mãe do PAC é a Dilma, o pai tinha que ser o Rubinho. Em qualquervelocidade, ainda que primeira marcha, já acelerava o crescimento desse pacote. Mesmo que venha a dirigir o PAC ainda mais devagar que qualquer carro na Fórmula 1,  já vai melhorar  a situação atual, quase em ponto morto. Isso sem contar que o cara nunca curte mesmo ficar a frente, aparecer…  Ia deixar todas as glórias e créditos para a “mãe do PAC”, Dilma, sem pestanejar. E a oposição não ia ter como atacar um cara tão honesto, que nunca passa ninguém pra trás… Indicação pra governo algum botar defeito.

Ministério de Minas e Energia – Sergio Hondjakoff

Eis um papel que enfim daria mais destaque para o Sérgio do que o eterno Cabeção, da Malhação. Pra começar, seria um ministro que entende muito de minas. Solteiro na night, “pega mesmo que tiver ficado com outro, com ele não tem caô”. Em relação à energia, talvez fosse mais apropriado mudar o nome do Ministério para “Minas e Energético”, mas ok. Como ministro, não gastaria muito com passagens já que vive “eterno ali em Brasília ligadão nas fitas de alta periculosidade e… Sapinhoooo!”.  Se você não entendeu nada dessa indicação, digite no Youtube: “sergio cabeção brasilia” e divirta-se!

Secretaria da Aviação Civil – André Gonçalves

Queria ver aeroporto lotado ou tantas obras atrasadas com um piti desse cara no comando. Desde que não tivesse o Pelé a bordo, é claro, tudo transcorreria na mais perfeita harmonia. Tem grande conhecimento de causa e já pegou mais avião que muito marmanjo: Cynthia Benini, Alessandra Negrini, Tereza Seiblitz, Letícia Sabatela…

Ministério da Justiça – Márcia Goldschmidt

“Meu nome é Marcia Goldschmidt e esta é a hora da verdade, Brasil. Mexeu com você, mexeu comigo.” Dispensa comentários, né? Quanta atitude! O problema aconteceria na hora de anunciar qualquer decisão, do STF por exemplo. O resultado seria adiado ao máximo até o último bloco do programa – tudo pra segurar o ibope.

Ministério das Relações Exteriores – Gretchen

Já foi cantora, dançarina, atriz pornô, evangélica… Tá aí um currículo vasto! Isso além de inglês, espanhol e francês fluentes (pelo menos nas músicas: Freak Le Boom Boom / El conga la conga quiero bailar! Ay! ). Como Ministra das Relações Exteriores, não só a gente como ela teria muito a ganhar: um pouco de dignidade. E vai ser uma ministra que não esconde nada. Bem pelo contrário, essa aí faz questão de expor tudo: dos relacionamentos ao corpo – basta ler qualquer revista de fofoca “que se preze” por aí. Foram 12 casamentos e incontáveis romances.  Se tem alguém que entende de relações exteriores, esse alguém só pode ser a rainha da conga, Gretchen.

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